Confessar ou não? 16/12/2005 Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL "To be, or not to be, that is the question, era a dúvida de Hamlet, do bardo Shakspeare. Confessar ou não confessar? Essa a dúvida dos acusados de assassinato em nosso país. A 2ª turma do STF negou o Habeas Corpus impetrado em favor de Gil Rugai, acusado de matar o pai, Luiz Carlos Rugai e a mulher dele, Alessandra de Fátima Troitino, em março de 2004. Gil Rugai não confessou. Ao contrário, declara-se inocente daqueles crimes. E está preso desde então. E vai continuar preso, já que mais uma vez foi-lhe negado o direito de responder em liberdade. Por outro lado, Suzane Von Richtofen e os irmãos Cravinhos, assassinos confessos dos pais de Suzane, em crime escabroso que indignou a todos, foram colocados em liberdade. Responderão ao processo livres como se assassinos não fossem, como se não tivessem confessado os crimes. O mesmo acontece com Pimenta Neves, o jornalista que premeditadamente, assassinou sua ex-namorada, a também jornalista, Sandra Gomide. Assim, confirma-se o entendimento religioso no sentido de que confessar faz bem, até porque, se não trouxer o perdão, ao menos permite que se responda ao processo em liberdade, o que não é pouca coisa." Envie sua Migalha