Imagem da Justiça e do Advogado em novela da Globo

16/12/2005
José Carlos Góes Montalvão - Montalvão Consultoria

"Senhores Migalheiros, A Rede Globo de Televisão está exibindo a novela Belíssima, e nos deparamos com duas situações em que a presença da Justiça e do Advogado vem em destaque. A personagem Bia, 'empresária', com um perfil não tão moderno, 'contrata' um advogado para conseguir provas ilegítimas e obter a condenação de uma sua desafeta, lá na longínqua Grécia. Por homologação do STF se pretende uma condenação aqui no Brasil, aonde a pseuda criminosa se encontra. Vejo neste caso, um achincalhe a profissão advocatícia, um ensinamento não construtivo de uma laboriosa classe profissional e até agora, nada assisto de manifestação por parte da nossa OAB. Afinal, advogados existem para plantar o mal? Para incriminar inocentes? É positivo para a imagem profissional tal mensagem? Ficaremos quedados até quando? Em outro momento, na mesma novela, um avô materno, pede na Justiça a guarda e a obtém (provisoriamente) de um neto. Acontece que a criança perdeu a sua genitora, o pai (que exclusivamente pagava a pensão alimentícia) não aceita a guarda e nem pretende aceitar. A criança vinha sendo assistida por uma pessoa que lhe dava amor, carinho, atenção, respeito. O avô materno, ex-presidiário, alcoólatra, desempregado, quase sem-teto, no afã de receber a pensão que o pai paga para o filho e já pensando em novos processos judiciais para ganhar mais e mais, recebe o beneplácito do Juiz que lhe assegura a guarda provisória da criança. Com certeza não foi isto que aprendi no curso de Direito, estudando Família, com o então Juiz de Direito de uma das varas de família da minha Aracaju e há poucos dias empossado Desembargador do Egrégio Tribunal de Justiça de Sergipe, Dr. Cezário Siqueira. É justamente em homenagem ao professor Cezário que encaminho esta Migalha para trazer a debate essas situações que a Rede Globo coloca para o Brasil e o mundo assistir. Advogado contratado para fazer o errado e Juiz que não investiga a verdadeira situação da criança e a entrega, sem a mínima preocupação a um alcoólatra, desempregado, quase sem-teto, aventureiro, ganancioso. Que fique o registro. Abraços,"

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