Religião 19/12/2005 Joannes Stevan Garcez "A biografia de Nietzsche contradiz sua 'iluminação' filosófica, a ponto de chocar seus analistas Migalhas dos leitores – "Religião" – clique aqui). O mesmo ocorria com Marx. Idéias que influenciaram uma parte do pensamento moderno, mas que foram questionadas por não terem sido seguidas pelos próprios criadores. Um pouco do 'faça o que eu digo, mas não o que eu faço'. De sorte quer dizer que a Igreja fez guerra aos institutos de uma vida saudável é uma baboseira sem tamanho. Jesus disse: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. A vida sempre foi o princípio, e o direito, basilares da evangelização e da história eclesial. A chamada 'castração' contra a natureza, talvez, revele algo da história pessoal de nosso colega migalheiro, o que respeitamos, mas não pode ser generalizada, novamente. O centro de gravidade da vida, no cristianismo, é Cristo, que interage com todos os elementos positivos da vida, e jamais a fé é utilizada como algo do 'nada', mas como dom operativo e capaz de transformar, positivamente, a pessoa humana e a sociedade. O 'nada' é o ateísmo, não o cristianismo. Isto é cediço. E havia uma 'visão sacral' muito antes da Idade Média - aliás, a Igreja não surgiu na Idade Média, mas séculos antes - de onde é impossível aplicar uma visão reducionista a esse ponto da história da Igreja, excluindo seus pontos positivos, infinitamente superiores aos erros cometidos pelos homens (assim como erros são cometidos por todos os homens, de todas as instituições, movimentos ou ordens). No presente século, há uma ditadura do pensamento, que obriga os homens a não concordarem com a Igreja, e quem com ela concordar, seja vítima de preconceito. Já era assim, com os primeiros cristãos. E hoje a inversão de valores volta à tona. O racionalismo dos idos de 1300 d.C. é o que o próprio nome diz: racionalista, e não meramente racional, ou seja, um 'ista', um excesso da aplicação da razão, em detrimento do elemento fé. Mas, vejam nobres amigos migalheiros, há uma coisa que não foi dita até agora: a marca espiritual na história pessoal de que digita. Obviamente, é muito melhor apresentar uma visão positiva do mundo e do cristianismo, particularmente quando se experimentou algo que ultrapassa o meramente 'intelectual' ou 'emotivo'. Não é culpa de ninguém criticar a Igreja quando não se experimentou, verdadeiramente, a presença de Deus na própria vida. Porque ela leva ao positivo, à crítica que conduz à construção, e não a ataques velados em formato de artilharia revoltada. Dessa forma, o homem pode saciar-se de cursos no exterior, títulos de doutorado e excelência nos cursos eruditos e docentes, sem no entanto, jamais ter experimentado, em sua própria vida, o toque do Senhor, em meio às dificuldades, por barreiras levantadas em sua própria mente. É por isso que é natural o ataque às religiões de um modo geral, por quem jamais experimentou a fé em ação, ou por quem se esforça, tão unicamente, a 'entender' tudo. É como disse Albert Einstein, em outras palavras: se a religião sem ciência é cega, a ciência sem religião é manca'." Envie sua Migalha