Plantão médico 23/12/2005 Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL "Em 1993 o médico, então estudante de medicina, Flávio Ricardo Baumgart Rossi, foi condenado por ter espancado, quatro anos antes, em 1989, um bebê de nove meses, que estava internado em um hospital em Taubaté. Rossi, hoje com 42 anos, foi visto pela vítima em maio de 1989, dia em que prestou depoimento, depois, sumiu. Agora, em 21/12/2005, a pena a que foi condenado, de 7 anos e 4 meses de prisão, acaba de prescrever, nada mais devendo o espancador de crianças à Justiça. Mas, deve a indenização ao bebê, hoje um adolescente de 16 anos, que saiu do hospital, depois do 'tratamento médico', cego e com braços e pernas fraturados. E é justamente a indenização, ainda não julgada definitivamente, que está em discussão, já que considerada muito alta (R$ 2,27 milhões) pela Universidade de Taubaté, mantenedora do hospital em que os fatos ocorreram. O adolescente de 16 anos, cego e com problemas de locomoção, vive com seus pais, pobres, funcionários de uma fábrica de polvilho. O processo tramita há 11 anos e se encontra no STJ. Será que um hospital de uma universidade, onde um estudante residente agride dessa forma um bebê, cegando-o e fraturando suas pernas e braços deve discutir o valor da indenização? Será que isso não coloca em discussão a capacitação dos outros formandos da mesma instituição?" Envie sua Migalha