Proposta – não à reeleição dos deputados

3/1/2006
A. Marmo

"Identifico-me com o lançador da idéia de fazer um movimento para acabar com a reeleição dos políticos, em especial neste momento, em que somente a total renovação poderá salvar nossa democracia (Migalhas 1.322 – 28/12/05 – "É iminente !"). Como não vemos nos políticos o menor sentimento patriótico no sentido de prestar seus trabalhos ao povo, em tese, ser político, a melhor solução é fazer uma roda constante de renovações para buscar os melhores e dar chance aos novos, sem torná-los ladrões também. Esta é a melhor oportunidade para acabar com o profissionalismo político; ou fazemos alguma coisa séria ou estaremos condenando a democracia à total desmoralização, frente a irresponsabilidade do homem público. Muitos até podem dizer que temos honrosas exceções. Se temos, elas desaparecem pela conivência ou acomodação. Comprova isso, o momento onde os políticos se convocam para fazer trabalhos extraordinários, indispensáveis à nação e, logo no dia seguinte, não aparece ninguém. O povo pode ser idiota mas um dia desperta; isso acontecendo as conseqüências serão muito piores. A história não mente. À idéia do precário divulgador, acrescento: a organização política, pelo gigantismo do nosso país, deveria ter a sua realidade estrutural fundada no município (científico e tecnicamente organizado como célula viva), base de toda definição política do povo. Da combinação harmônica dos municípios teríamos a formação da União. - O povo estará para os municípios como os municípios estarão para a União. A figura do Estado, como atualmente conhecemos, desaparece, por não ter maior sentido. - A criação do município tornou iníqua a idéia de Estado. Tanto é verdade que passou a existir na exceção; o que não é da União ou do Município é do Estado. Com isso, criou-se um distanciamento político muito grande entre o eleitor e o político; o eleitor não sabe em quem vota; está tão desiludido dos políticos que vota em qualquer um. Com isso, os malandros não se sentem obrigados com seu eleitorado, tornando-o mero instrumento de sua irresponsabilidade. Assim sendo, o Município teria a responsabilidade de levantar a credibilidade de seus políticos. Não seria admitida a profissionalização do político. Não havendo a profissionalização política, não haveria o corporativismo, com leis de benefício a políticos. Não haveria aposentadoria, pois a função seria esporádica ou quando muito, contava-se o tempo. Todos aqueles que realmente exercessem a cidadania, seriam candidatos em potencial para a representação. Representação essa que não seria privilégio, mas dever; nada impediria que essa representação fosse estruturada por bairro. Teríamos assim, uma administração pública profissionalizada, cuja cabeça seria eleita pelos representantes (espécie de parlamentarismo). Da combinação e harmonia do poder municipal se constituiria a União; poder de representação nacional e internacional do Estado. A União seria constituída de pessoas oriundas dos municípios, formando o Ministério Público que elegeria seu Ministro Geral e seu Chefe de Estado. Todos com poderes limitados pela Constituição e exercício temporário. Isto sem aventureiros, pois dos municípios somente os mais capazes passariam pela União. O poder de polícia seria dos Municípios; uma parte dessa polícia seria treinada para responder pela segurança nacional. Com isto, não precisaríamos de exércitos parasitas e sem função. O espírito maior da idéia é acabar com o profissionalismo político e irmos para um nacionalismo político, onde o centro de tudo, seria o homem. Acredito que somente com uma política de municipalização crescente a idéia se tornará realidade. A bola está na mesa. Façam as jogadas."

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