Juscelino Kubitschek 10/1/2006 Armando Rodrigues Silva do Prado "J.K. volta às telas, principalmente, naquela que tanto o espezinhou na desesperada tentativa de agradar os generais de plantão. Entretanto, J.K. deixou a história e foi entronizado no mundo da mitologia, mercê de excessos propositais. Sua eleição significou para a reação a 'volta' do PSD e PTB, o que provocou tentativas de golpes por parte dos orientados pela UDN (Jacareacanga e Aragarças). Seu período de governo foi de liberdade política, sem presos e com poucas perseguições. Ponto alto foi o fechamento do Clube da Lanterna, agrupamento fascista ligado a Lacerda. A imprensa udenista continuou barulhenta. Chegaram os dólares gerando alguns empregos. Duas coisas permanentes: o 'plano de metas' para o desenvolvimento industrial e a construção da nova capital. Não parava no palácio presidencial, daí o apelido de 'presidente voador'. Entretanto, e aí começa o mito, fracassou no tal do progresso de '50 anos em 5'. Pelo contrário, conseguiu aumentar o custo de vida em 5 vezes. Recebeu o dólar a 50 cruzeiros, entregou-o a 250 cruzeiros. O povo ficou mais pobre, para que o país 'pudesse fabricar automóveis para os ricos'. Não realizou a reforma agrária. O nordeste empobreceu mais do que era tolerável. Maior erro: manteve a Instrução 113, privilegiando o capital estrangeiro, desnacionalizando a indústria tupiniquim e fortalecendo a UDN. Resultado normal e esperado: derrota acachapante de Lott em 1960 e a subida de um aventureiro, cujo símbolo, humilhação suprema, era a vassoura." Envie sua Migalha