Operação Tapa-Buracos 16/1/2006 Jose Eduardo Soares Candeias "A ação do governo federal em tentar 'mostrar serviço' para os usuários das rodovias federais com a chamada 'operação tapa-buracos' demonstra, mais uma vez, a total desorganização de sua estrutura (Migalhas 1.331 – 11/1/06 - "Olho aberto"). Exatamente há um ano, a caminho de Porto Seguro, encontrei uma dessas operações na BR-101 entre Teixeira de Freitas e Eunápolis. Primeira pergunta: Será que de lá pra cá alguma coisa mudou? Quase com certeza não. Segunda pergunta: Durante todo o ano - diga-se de passagem, com tempo bom e sem o aumento no movimento pelos turistas - não seria mais lógico realizar não uma operação 'meia boca' mas sim uma operação de recuperação de acordo com os ditames técnicos corretos? Terceira pergunta: Emergência pode ser motivo para solucionar problema decorrente da incompetência administrativa e do desconhecimento técnico daqueles que deveriam, por dever de ofício, estar atentos e agirem de imediato? Até onde aprendi durante 20 anos de vivência com administração pública - desde a Lei 89, passando pelo Decreto Lei 200 e atualmente pela Lei 8.666 - aprendi que as situações de emergência são caracterizadas pelo imprevisto - temporal, catástrofe, calamidade - que foge totalmente a previsão humana. Agora, deixar as estradas ficarem em 'frangalhos' para ai sim 'detonar' uma operação dessa magnitude e caracterizando a contratação como sendo de emergência, é querer menosprezar a inteligência dos brasileiros. Espero que os órgãos de controle do uso do dinheiro público possam fazer valer suas prerrogativas, condenando os eventuais responsáveis pelos desmandos. Pelo jeito o buraco é mais embaixo." Envie sua Migalha