Lúcia de Toledo Piza Peluso é a nova conselheira jurídica do MJ 30/1/2006 Adauto Suannes "Deu no Migalhas (dos leitores – "Lúcia de Toledo Piza Peluso é a nova conselheira jurídica do MJ" – clique aqui): 'Imagino que mais feliz que o Ministro Márcio Thomaz Bastos com a posse da Dra. Lúcia de Toledo Piza Peluso no cargo de conselheira jurídica do MJ, deve estar a empossada que, se libera de encargos na Procuradoria do Município de São Paulo, trocando-os por outros a serem exercidos em Brasília, onde também oficia o seu esposo Antônio Cezar Peluso, Ministro do STF.' - Não entendi o comento e, portanto, tomo a liberdade de interpor embargos declaratórios, atropelando embora as regras processuais, na condição de amicus curiae, salvo seja. Em primeiro lugar, Adriano Pinto é o meu urologista, que jamais eu soube fosse dado a lides jurídicas a não ser quando o defendi em um absurdo processo criminal em que ele teve de explicar ao juiz o motivo óbvio pelo qual não havia internado determinado paciente na UTI como queria a família: simplesmente porque não havia vaga, Excelência. Foi absolvido sem recurso do MP. Em segundo lugar o Toledo Piza do nome da doutora Lúcia significa que muito antes de ela convolar núpcias com seu colega de classe quando eram ambos ainda estudantes na faculdade de Direito de Santos ela já trazia no sangue o dna magistratício. Em terceiro lugar, se o prefeito José Serra tem todo o direito de fazer cessar o ato da prefeita que havia autorizado a doutora Lúcia a prestar serviços em Brasília (já ouviram falar em algo chamado união de cônjuges?), pois era há anos funcionária concursada da Prefeitura de São Paulo, poderia ele tê-lo feito. Por que não o fez? Em quarto lugar o casal possui quatro filhos dois dos quais são magistrados em São Paulo, o que poderia ser interpretado como fruto do sprit de corps pois tanto o avô como o pai têm notórias ligações com a magistratura, tendo sido eles claramente beneficiados por essa ligação parental, incompetentes no sentido laico que devem ser, só falta dizer. Em quinto lugar, esse policiamento de parentes de magistrados está a transformar coisa séria em algo ridículo quando todos nós da Associação Juízes pela Democracia tanto quanto de outros seguimentos da sociedade sempre nos batemos por uma eliminação de nepotismo e do filismo (pois nepote é o neto não o filho), desde que isso fosse feito com objetividade e não com esse ranço que não faz o menor sentido e só serve para pôr em dúvida a honorabilidade de pessoas que um conhecimento mais próximo mostraria aos críticos que não estão os alvejados a merecer tais desconfianças. Juízo, moçada! Isso, aliás, faz-me lembrar a ocasião em que pretendi publicar um livro com teratologias jurídicas e para tanto pedi pela internet que os prezados colegas advogados me enviassem casos que se enquadrassem naquela classificação. Isso foi ótimo porque me fez aprender que todos, absolutamente todos os advogados que me escreveram não tinham a menor idéia sobre o que seja uma teratologia jurídica." Envie sua Migalha