O Estado e o Direito

7/2/2006
Tiago Bana Franco

"Prezada migalheira Tathiana, Há, sim, aqueles que dizem ser um humanismo cristão, esse pregado por alguns doutos e outros tantos juízes que tiram as vendas da Justiça. Entretanto, ao meu ver, essa é uma leitura completamente equivocada do cristianismo, povoada em suas entrelinhas por aquele bichinho, aquele mesmo que contamina grande parte da mídia, da arte, da jurisprudência, das ciências sociais... o verme do igualitarismo. E por que digo que é uma leitura equivocada do cristianismo? Por uma simples razão: O Reino de Cristo não é deste mundo, como Ele próprio asseverou. Diante das palavras do próprio Cristo, posso afirmar: esse humanismo feito com suporte no princípio da dignidade da pessoa humana, da maneira como tal princípio é tratado hoje, não é cristão. E mais: não é cristão porque não é caridoso, pois a caridade presume a doação do que lhe pertence; e os Tribunais, quando prejudicam a parte que tem razão em benefício daquela que não tem, mas que é supostamente hipossuficiente, distribuem os bens dos outros. Atitude, aliás, típica do materialismo marxista, que é algo completamente avesso ao cristianismo, como resta bem demonstrado pela primeira encíclica do Papa Bento XVI, Deus Caritas Est, e pelas perseguições inenarráveis que os cristãos sofreram e ainda sofrem em territórios dominados pelos vermelhos. Por fim, informo que só entrei na seara religiosa porque a querida Tathiana perguntou se o fundamento moral do princípio da dignidade da pessoa humana, da maneira como é hoje visto, encontra-se no cristianismo. Peço àqueles que não são cristãos, que me poupem das costumeiras críticas que fazem à Igreja."

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