Donde viemos e para onde vamos?

13/2/2006
Manuel Jorge Monteiro de Lima

"Imaginando na barrica, O Pensador

sem roupa, despida vaidade

no devaneio, da efêmera sociedade,

lavrado no maço; cinzel e dor

 

E pensando o Pensador expande

A mente, examina, aconselha, medita

Se lhe fazem sombra, aí solicita

Sai da frente do Sol, Oh grande Alexandre.

 

Dizem que Diógenes usou a lanterna

Procurando gente de melhor estirpe

Na encruzilhada, restou mau alvitre

Ficou no pavio da pior baderna.

 

Darwin, moderno, com todo o aparato

Decifrou o ser, mas não o mistério

Deste ser humano que é um vitupério

Descende de negro ou então de  macaco

 

No reino dos bichos, não há utopia

Eles seguem as regras da mãe natureza

Que dita em tudo, a grande beleza

Da evolução, com  filosofia.

 

E sem a glória de saber, de onde viemos?

Assim caminharmos através de limos

Proibidos de voltar por onde saímos

Para onde vamos? Nunca o saberemos."

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