O Islã e as charges

21/2/2006
Plínio Zabeu

"Da exagerada reação islâmica às charges sobre a figura máxima do islamismo, ao menos uma lição deve ser tirada. A de que se trata de uma parte da humanidade totalmente diferente, que quer se manter isolada - embora com apetites conquistadores - e que estará sempre disposta a destruir tudo e todos que não pensem como ela. Ao mesmo tempo em que fazem suas orações e reverências várias vezes por dia curvando-se ao solo em direção a Meca, que desde a infância têm decorado o Livro Sagrado, acham-se no direito de fazer o que fazem em matéria de terrorismo. São capazes de recrutar 22 inteligentes e capazes homens poliglotas, conhecedores profundos da ciência da aviação, colocá-los legalmente nos Estados Unidos, onde conseguiram, com sucesso, tornarem-se exímios pilotos, para finalmente - depois de 8 anos de intenso estudo - assassinarem as tripulações de 4 aviões, desviá-los para locais repletos de inocentes e em segundos matarem  quase 4 mil destes. E festejaram a mais não poder tal barbárie. Baseados no referido livro, conseguem convencer jovens a atarem bombas ao corpo para matarem mais e mais inocentes, e não importa se sejam  compatriotas, islâmicos, judeus ou americanos. Lá vão eles orgulhosos 'cumprir seu dever' de matar e matar em 'nome de Deus'. No Iraque mataram 2 mil invasores americanos  e nada menos de 200 mil muçulmanos. E todos estavam certíssimos de encontrar lugar no céu ao lado de pelo menos 70 virgens à espera. O rei do Irã simplesmente nega que tenha havido o holocausto durante o nazismo. Quer ofensa maior aos Judeus? Do lado palestino a guerra sem tréguas contra Israel embora sem uma explicação segura. Em 1947 a ONU, com a concordância de todas as nações, estabeleceu uma área no Oriente Médio para que os judeus voltassem ao local - segundo os Livros Sagrados - prometido pelo Criador. Deixavam assim a condição de nômades. Vinte anos depois, 1967, os muçulmanos (palestinos tidos como os atuais Filisteus) de vários países invadiram Israel para expulsá-los. Foram derrotados em 6 dias. E Israel, legitimamente, ampliou seu território. Tendo perdido a guerra apelaram para o terrorismo. E desde então querem porque querem que os judeus devolvam o que conquistaram em uma guerra em que foram os provocados e não os desafiadores. Tudo indica que o conflito na região será eterno. Não há meios de diálogo, de negociações de paz. Se eles são mesmo tão diferentes, melhor ao menos não provocá-los. Ou mais inocentes continuarão morrendo."

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