Errar é humano 24/2/2006 Antonio Carlos Rocha da Silva - migalheiro paulistano "Notícia do Estadão de 18 de fevereiro de 2005: Diamantes: acusado de chefiar o bando se apresenta à PF Segundo a reportagem, o acusado de chefiar uma quadrilha internacional de diamantes, Hassan Hahmad, declarou à Polícia Federal: 'Não sou terrorista, não financio terrorismo com a venda de diamantes, não sou investigado pelo FBI nem pelas Nações Unidas. Trabalho dentro da legalidade, o máximo que posso, entendeu? Porque a gente é humano, e só Deus é perfeito'. O 'errar é humano' dito por Lula para justificar as bandalheiras de sua turma de amigos e correligionários, descumprindo sua obrigação constitucional de fazer cumprir as leis, já começa a surtir os seus previsíveis efeitos deletérios junto à criminalidade. Poucos dias depois, o presidente do Senado, em conjunto com o político-jurista que preside o STF apresentam projeto de reforma constitucional permitindo que o Estado (União, Estados, Municípios) façam leilões para obter descontos de sua dívida representada por precatórios. Já é uma vergonha nacional o costumeiro não pagamento dessa dívida pública. Oficializar o calote é uma quebra de princípios internacionais de riscos de crédito (ponderação de riscos por tipo de devedor e garantias e formação obrigatória de provisões para perdas, fixados pelo Acordo da Basiléia, ao qual o País aderiu e que estabelece grau de risco zero para dívidas dos governos). Não se admite nas Constituições dos países civilizados que o Estado deixe de honrar seu endividamento. É uma ficção legal necessária ao funcionamento do mercado financeiro internacional e das relações comerciais entre países. A aprovação dessa emenda constitucional não só serviria de estímulo aos caloteiros privados, mas também, abriria as portas para a proposição de uma renegociação forçada da dívida representada por títulos públicos (detida na maior parte pela poupança privada: fundos de investimento e de pensão), ou seja, o caos na economia. Enfim, 'errar é humano'." Envie sua Migalha