Manifestações 16/3/2015 Pedro Lagomarcino "Com tudo que assistimos desde 17/3/2014, dia em que iniciou a operação 'Lava Jato', se tornou impossível compreender as mentes contrárias ao 'impeachment' da presidente Dilma Rousseff. Cogita-se que as mentes contrárias ao 'impeachment' de Dilma, também culparão a referida operação, como responsável pela crise hídrica em São Paulo e no Rio de Janeiro, dado o 'elevado consumo de água' que está sendo utilizado, para limpar este país, quiçá de vez. E logo adiante, também irão iniciar com previsões cartesianas de estiagem completa do Lago Paranoá, se o foco desta operação também abranger Brasília. Mas, se isso ocorrer, penso que a operação não terá fim e que o país acabará morrendo por 'falência múltipla de órgãos'. A bem da verdade, a operação 'Lava Jato' desvelou, até mesmo para os brasileiros mais céticos, que a corrupção no Brasil é como caçar caranguejo fora de época no manguezal: além de ilegal, muita lama suja e quando se pensa que pegou apenas um, ao trazê-lo para superfície se percebe que está um preso no outro. A despeito do início dos trabalhos da operação 'Lava Jato', em 5/2/2015 os veículos de comunicação divulgaram 'a rodo' que o PT recebeu, no mínimo, US$ 200 milhões, ou seja, R$ 550 milhões, no 'petrolão'. Hoje estas cifras são o 'cafezinho'. Não se fala mais em cifras de mi, mas sim de bilhões de US$. É muita lama, muito caranguejo e o Brasil está um manguezal só. Teria sido uma causalidade o decreto 8.243/14 para indultar José Genoíno? Seria este, um ato 'exemplar' de impessoalidade de uma presidente da República? E a troca proposital do ministro Dias Toffoli (diga-se de passagem, ex-advogado do PT) para a vir integrar a turma que irá julgar os réus da operação Lava Jato? Isso seria um 'exemplo' de imparcialidade? Mesmo com tudo isso ainda existem vozes roucas que têm o despeito de se posicionar contra o 'impeachment' e com isso defender a presidente Dilma. Não tenho, absolutamente, nada contra quem se posiciona contra o 'impeachment', na medida em que o pensar livre é um Direito Constitucional. Mas, minha tolerância encontra seu fim, quando percebo que há uma gigantesca contradição entre o que se diz, o que se escreve e pior, com o que se pratica. Argumentar contra o 'impeachment' se tornou o mesmo que assar linguiça de 5ª categoria: basta colocá-la no fogo, para ver que o volume de gelo se esvai em minutos e, que de carne mesmo, sobra muito pouco. Dilma é a chefe do Poder Executivo Federal ora! Se não praticou as ilegalidades por ação dolosa, o fez de forma pior, com a culpa; um reflexo da covardia de quem se omite, é negligente, imprudente, imperito, conivente e por quem pratica prevaricação. De destacar-se que a lei pune (e assim deve ser) tanto a ação quanto a omissão. Ao não tomar nenhuma medida efetiva, para combater o que era divulgado, por mais de 11 meses em todos os veículos de comunicação no Brasil, esta história do 'eu não sabia', é uma sandice, seja para uma presidente que tem acesso a todas informações na Administração Pública, seja para qualquer cidadão com acesso à internet. Ademais, basta digitar 'www. alguma coisa.com.br', e 'pimba', está lá, a notícia, a informação, o fato, o indício, senão também a prova. Nem um apedeuta duvida que a presidente se beneficiou de, ao menos por ora, R$ 500 milhões, para fazer sua própria campanha, do que se tornou a Petrobras, através do 'petrolão'. Eis o negócio declarado: 'construir, reformar ou comprar' refinarias e estádios. É o negócio mais vantajoso da via láctea e o Brasil, a referência geográfica da Terra. Dentro desta 'empreitada', ualá, a ação e o ânimo principal: superfaturar e corromper. Verbos próprios de um país que se perde a cada dia, nos descaminhos de si. E agora vem a operação 'Lava Jato' e 'estraga' tudo? Como financiar as 'empreitadas' já que a operação está lavando mesmo o país? Com o lógico, ora bolas: aumento dos tributos, impostos, taxas, contribuições, etc. É claro, faltava a cereja no bolo: mentir sobre todas as promessas de campanha ao se pleitear a reeleição. Já não houve aumento na gasolina, nas taxas de juros, na conta de luz em mais de 40%? Então, quem paga a conta é sempre a mesma parte: o pacato povo brasileiro. Por muito menos, árabes fizeram uma primavera. Ah! Que inveja eu tenho da constância dos protestos da primavera árabe. Gostaria de encontrar alguém que aliasse, realmente, o que diz, ao que faz e, que sem ter 'interesses', digo negócios escusos com o governo, ou que ocupe algum cargo na Administração Pública, consiga derruir a tese que tenho sobre o 'impeachment' de Dilma Rousseff. Sempre haverá os que engendrarão óbices e irão estimular a contrariedade ao 'impeachment' de Dilma Rousseff. Mais, muitos irão dizer, através de falácias e sofismas, que este é o argumento da ditadura militar, para tomar o poder e nisso atestarão quão biltre são suas mentes, por nada conhecer da Constituição Federal e do porquê existe o referido instituto do 'impeachment'. A ditadura militar não tem mais vez do Brasil, nem com ato institucional. A democracia já lhe fez sucumbir por completo. Por fim, o que os 'pró-Dilma' querem mesmo é manter o status quo, ou melhor, se manterem no status quo, seja porque têm interesses ou negócios dos mais escusos com o governo Federal; seja porque dizem que houve avanços em programas sociais, quando na verdade deveriam é não faltar com a verdade e afirmar, mesmo aos que tem pouco ou nenhum esclarecimento, que estes 'avanços' criaram uma camada de parasitas, os quais irão se encapsular, juntamente com suas famílias, numa zona de conforto, da qual estes programas jamais, destaco, jamais lhes darão alguma autonomia ou qualquer independência. De certo mesmo, o que estes programas lhes rendem é a entrega do voto de quatro em quatro anos, numa verdadeira relação de dependência que lhes impõe o estado de letargia social." Envie sua Migalha