Artigo - Novas Regras para Aposentadoria - MPV nº 676/2015 31/5/2016 Alexandre Ataide Gonçalves Oliveira "Peço vênia para divergir da parte em que afirma que 'a progressividade estabelecida no §1º do novo artigo 29-C é bem-vinda e visa preservar, além do equilíbrio financeiro e atuarial do sistema, o dito 'pacto intergeracional' em que uma geração de segurados trabalha para custear os benefícios das gerações passadas, aqueles que já se encontram aposentados' (Migalhas 3.645 - 29/7/15 - "Aposentadoria – Novas regras" - clique aqui). Digo isso porque essa afirmação tenta passar uma imagem de que as gerações passadas estão sendo 'sustentadas' pelas presentes, sendo que todo mundo sabe que o que me aposenta são as contribuições que fiz durante os meus 35 anos de trabalho. Esse discurso ignora isso. Onde foi parar o montante das minhas contribuições? Pra que essa falácia de querer fazer o povo acreditar que o aposentado atual está sendo sustentado por quem está na ativa? Isso é uma inverdade e ao mesmo tempo um desrespeito para com o aposentado. Discurso falacioso e inverídico, na medida em que desconsidera as contribuições feitas durante toda a vida laboral do atual aposentado. Faça o governo o seguinte: devolva-me, corrigidas, todas as parcelas das contribuições que já fiz e me isente de contribuir daqui para frente, de modo que eu possa fazer eu mesmo meu plano de previdência. Assim ninguém terá o direito de vir aqui afirmar falsamente que estarei sendo sustentado em minha aposentadoria pelos meus filhos e seus amigos mais jovens. Esse discurso é inaceitável. Não dá mais. Cadê o dinheiro que a Jorgina de Freitas desviou? Cadê o dinheiro dos inúmeros rombos que a previdência sofre com fraudes? Ataquem a desonestidade, antes de virem defender prejudicar cada vez mais o trabalhador. Daqui a pouco estaremos nos aposentando com 95 anos de idade nesse país, isto é, a maioria morrerá antes e assim o 'equilíbrio econômico-financeiro' estará garantido ou não, se vierem novos desvios e disserem que um sistema onde ninguém consegue se aposentar não é superavitário. Valha-nos, ó Deus!" Envie sua Migalha