Bolívia nacionaliza exploração do gás e do petróleo no país

4/5/2006
Adelson Araújo - Natal/RN

"Meus amigos, São nas crises onde mais se constrói. São nelas onde são equalizadas as diferenças mais gritantes. São nelas onde se fortalecem, muitas vezes, os laços de relacionamentos e a convivência. É preciso que os dois lados envolvidos tenham maturidade para amadurecer soluções conjuntas e não se deve desordenar mais ainda, quando um parceiro está em crise, seja ela existencial, seja ela emergencial, ou seja ela contingencial. A crise do gás boliviano tem uma causa e vários efeitos. A causa é a dificuldade por que passa o Estado Boliviano, pobre, miserável e muito dependente, os efeitos são os pólos de desenvolvimentos Brasileiros e Argentinos, principalmente, a cobiça de Hugo Chávez, e, a pobreza de espírito do maior comunista da história, Fidel Castro. Para este último que está na lama há muito tempo, quanto mais parceiros para o lamaçal melhor, para o ditador Venezuelano, gritante é o seu desejo de ser ouvido e de conquistar espaço dentro da América Latina, assistindo ao Gigante Adormecido (Brasil) dar saltos de desenvolvimento e se tornar, cada vez mais, um País independente e menos sujeito às crises internacionais. Ao invés de odiarmos ou de criticarmos a decisão do pobre Presidente Boliviano, deveríamos ter pena dele, se não fosse pela aventura enlouquecida de querer tomar um patrimônio que os Brasileiros construíram com dinheiro limpo e sadio. Se não fosse por isto, o sentimento seria de dó, tal o passo em falso dado por este índio inadvertido. Acredito que os Brasileiros devam ter paciência e negociar na mesa, tantas vezes que forem necessárias, até expirar o último suspiro de negociação, para então pensarmos em endurecimento de coração e sentimentos e direcioná-los a este já sofrido povo boliviano. Imaginemos hoje que a Bolívia é como um pedinte de rua que se acha no direito de tomar a um passante a sua carteira e dizer-lhe apenas que tomou porque ele passou por sua rua e este por sua vez, dirigir-lhe de uma forma abusiva e de violência gritante desvantajosa, a desferir-lhe golpes já no indefeso e frágil homem.  Ver a expressão atormentadora nas reportagens que nos chega, na face do bolivianos que pularam a cerca para o lado de cá, temendo a represálias do governo deles, só por estarem reivindicando o sagrado direito do acesso ao trabalho. Hoje eu fico imaginando se a Marcha Pela Paz e a Família de 64 não tivesse ocorrido e os militares não tivessem se unido àquele povo o que seria do Brasil de hoje. Pessoas como Fidel, José Dirceu, Miguel Arraes, fora os comunistas convictos daquela época, hoje quase todos guarnecidos e gozando de gordas aposentadorias, não estariam fazendo os estragos que hoje fazem. Todos estes falharam em suas formas de governar e estão desmoralizados perante a ordem democrática internacional, conduzindo arcaicos sistemas de governos, onde os próprios precursores já abandonaram. Acho que devemos ter paciência e ponderação neste momento, no entanto, devemos guardar em nossos bolsos nossas mãos para serem arqueadas de dedo em riste, para os adversários que se fizerem em palco ou se glorificarem de insultos a nossa nação verde e amarela. Eu sou um Nacionalista verde e amarelo por que foi esta minha formação cívica, mas sou como a maioria de todos os brasileiros, pacífico por natureza, por isto estou confiante e paciente que tudo se resolverá com o ‘jeitinho brasileiro’. Certa vez fui convidado para ser Maçom por um grande amigo meu, mas fiz vê-lo de que não seria Maçom, instituição a quem tenho profundo respeito e gosto, por que havia em seus quadros uma pessoa que eu julgava que não merecia ser Maçom e por isto, não teria que prestar reverência a ele, sendo ele um mau caráter. Assim espero. Viva nosso querido Brasil – verde e amarelo."

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