Crises no governo

29/3/2004
Alexandre Thiollier, escritório Thiollier Advogados

"Não sei bem qual a fábula que nosso governo segue (Migalhas 890, Guilherme Zagallo), recordo-me neste instante daquela do "O Louco e o Sábio" de La Fontaine. Porém, tenho ciência apenas de que o crescimento do PIB em 2003 foi negativo e de que os índices de desemprego atingiram patamares da década de 80 do século passado (período da moratória). Há algum tempo, fiquei muito impressionado quando soube que o rei da Suécia aportou com a família no Galeão vindo em um vôo de carreira; primeiro, porque o país nórdico é um pouquinho "mais melhor de bom" (em vernáculo atual) do que o nosso e, em segundo, porque para os viquingues deve ser mais econômico alugar, a cada viagem, alguns assentos em um aviãozinho da SAS do que mandar fazer um todo personalizado pela singela bagatela de quase US$ 60 milhões de dólares norte-americanos. O técnico Zagalo disse certa vez que "temos que perder para apreender", talvez tenhamos que passar pelo PT (Partido Teratológico ou dos Tributos, como queiram) para poder entender que governar é colocar a culpa nos governantes anteriores (coitado do Pedro, ele mesmo, o Álvares Cabral!) a tentar, ao menos, realizar efetivamente algo, ao invés de prometer, prometer, prometer... E não nos esqueçamos do IGPP (Índice Geral de Promessas Presidenciais)!"

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