Acidente da TAM

23/7/2007
Aderbal Bacchi Bergo

"Aquele gesto de top top (Migalhas n° 1.700 - 20/7/07 - "Governo comemora ?" - clique aqui), em meio a enorme alegria palaciana, apesar do luto em que mergulhara todo o país por causa do acidente aéreo, aquele top top vocês devem dobrar e usar em vocês mesmos! De nada vale pedido de desculpas à nação, mesmo porque a nação sentiu-se agradecida, ao conseguir saber que estirpe de 'governantes' está suportando. Cada vez que as máscaras caem, prevê-se que as vaias do Pan darão cria. Não foi a turbina direita daquele avião que causou a tragédia. Pelo menos há a certeza de que, se contribuiu, não foi a única causa, porque tinham acontecido três derrapagens na mesma pista no tempo antecedente de 48 horas. A reforma da pista foi liberada sem as ranhuras que protegem contra aquaplanagem de aeronaves. A pista é conhecida entre os pilotos como 'Holiday on ice'.

"Sistema aéreo falha de novo e caos volta aos aeroportos" (Estadão, 22/7/07).

"E não se fala do que houve antes ? Lula falou na sexta-feira como se a crise tivesse começado com o acidente de terça e se encerrasse com mudanças em Congonhas" (Dora Kramer, idem).

"Até aqui, só se viram paliativos. Na crise aérea, o governo se comporta como um bando de baratas quando um ralo é destampado: todos fogem e ninguém se entende" (Celso Ming, idem).

Assim, não estou só quando afirmo que parte dos petistas e dos lulistas e seus aliados aparelharam o Estado com gente da mais completa incompetência, além dos outros predicados bastante conhecidos e denunciados pelo Exmo. Procurador Geral da República com relação aos '40' aloprados amigos do Presidente, que sempre de nada sabe. Se nada sabe, com certeza é sobre o que seja exercer com dignidade e patriotismo a Presidência da República, dando-se-lhe de barato que nenhuma experiência tinha, sequer para governar a prefeitura de Xiririca. O povão votou nele como já havia votado no rinoceronte 'Cacareco' para o cargo de Senador pelo Estado do Rio de Janeiro. O Brasil já havia sido conduzido a líder no campeonato mundial da injustiça social. O povão acreditou nas promessas de palanque dessa gente. Se predominasse a boa-fé, poderia ter convocado pessoas experientes, de comprovada competência e probidade. Não há dúvida de que a derradeira e verdadeira fronteira que separa os seres humanos em probos ou improbos é a exteriorização que fazem da boa-fé ou da má-fé. Não há indícios de boa-fé da maior parte dos nossos governantes."

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