Acidente da TAM

23/7/2007
Zé Preá

"O gesto do diplomata
O tal do Marco Garcia
Eu sei bem o que dizia
E é isso que me maltrata
Se Marta disse, insensata,
Pra relaxar e gozar
Veio ele a complementar
De um jeito muito atrevido
De que "nóis tamo é fudido"
Não adianta apelar

Devia ser demitido
Pra aprender a respeitar... a dor da gente!

Ô Raimundo Sodré, hoje me lembrei de você, homem, nessas horas tão tristes:

"A dor da gente é dor de menino acanhado
Menino-bezerro pisado no curral do mundo a penar
Que salta aos olhos igual a um gemido calado
A sombra do mal-assombrado, é a dor de nem poder chorar

Moinho de homens que nem jerimuns amassados
Mansos meninos domados, massa de medos iguais
Amassando a massa, a mão que amassa a comida
Esculpe, modela e castiga a massa dos homens normais."

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