Acidente da TAM

25/7/2007
Maria Luiza Bonini Mendes de Oliveira

"Tal como nossas vidas sujeitas à preservação desde à fase embrionária... assim deveria ser em todas as suas fases ....em todos os seus momentos. Inegavelmente, somos pilotos de nossas vidas. Para tanto, nos foi outorgado o 'livre arbítrio'. A cada gesto, a cada atitude, existe uma escolha... e como tal passível de um preço. Mas o que dizer, quando ignoramos o risco que iremos correr, ao nos utilizarmos dessa liberdade de escolha? As incertezas da vida nos confundem. Fazemos escolhas certas e por outras vezes, irreparavelmente erradas. Ao embarcarmos em um vôo, deixamos de ser pilotos de nossas vidas. Entregamos nossas vidas àquele que como semi-deus, nos levará ao programado destino. A liberdade de escolha do piloto, ora semi-deus, tem seus limites, por ser humano... mas mesmo assim... ele não erra... seus cálculos são impecáveis... sua precisão é irretocável... sua performance é perfeita. Tem plena consciência da responsabilidade que carrega, de transportar centenas de vidas até seu destino... Na preservação destas vidas, está seu impecável desempenho, pois ao preservá-las está preservando seu bem mais precioso, que é a sua própria vida. Anunciando a chegada cumprimenta a todos... desejando uma feliz estada agradecendo à preferência... O impacto, seguido de uma bombástica explosão, silencia o nosso piloto... sua amável tripulação... e todos os passageiros. O destino mudou o destino. Não chegam mais ao lugar que se dirigiam. A aterrizagem não é concretizada, na mal acabada pista de pouso terrestre. O destino passa a ser outro. Não aterrizaram... o destino mudou... o vôo sai do controle do nosso piloto... Todos são levados a outro destino... O piloto se dirige a todos e diz : Srs. passageiros: - Tenho que avisá-los de que nosso destino foi mudado. Essa mudança se deve à irresponsabilidade humana. Amigos, acabamos de chegar ao infinito... Daqui para a frente, estaremos juntos eternamente."

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