Acidente da TAM

26/7/2007
Adauto Alonso S. Suannes

"Diz minha amiga Cleide Previtalli Cais: 'Migalhas tem em seu catálogo um número de advogados que pode tentar mudar o mundo.' - Isso merece algumas considerações. Em primeiro lugar, o advogado Nelson Jobim jamais publicou, ao que se saiba, um único trabalho jurídico digno do nome. Os colegas gaúchos, mais familiarizados com ele, que me desmintam, se for o caso. Foi escolhido para o STF por seu notório saber jurídico, com o silêncio da OAB. Lá, além de uma postura nada neutra quando se cuidava de interesses do Poder Executivo, com direito a bate-boca com colegas e pedidos de vista que suspendiam o julgamento por tempo nada razoável, confessou nada mais nada menos do que haver adulterado a Constituição Federal. Que fez a OAB diante dessa estranha confissão ? Quando todos nós somos unânimes em dizer que o problema do Brasil se chama ÉTICA, que esperar do novo ministro ? Em segundo lugar, minha prezada Cleide, os tais advogados que 'podem tentar mudar o mundo' estão, evidentemente, como se pode verificar de seu sintomático silêncio diante dos disparates jurídicos que vêm a lume todos os dias, mais de olho nos polpudos honorários que os escândalos federais, sempre na casa dos milhões, lhes proporcionarão do que em mudar até mesmo a localização de um simples aeroporto. Aliás, segundo divulgado recentemente, uma empresa poderosa construiu um hotel praticamente na cabeceira da pista de Congonhas, o que leva os pilotos a avançarem cerca de 130 metros antes de tocarem o solo, pois devem desviar do inoportuno edifício. Até um  leigo sabe o que essa absurda redução de espaço significa para a segurança da aterrissagem. Foi construído com autorização da Prefeitura e da Aeronáutica, segundo alvarás exibidos na TV. Eis um bom caso para o novo ministro mostrar a que veio. Aliás, as obras do mesmo aeroporto tiveram o custo reajustado, como vem ocorrendo com tantas obras federais, sem que tenhamos no Brasil algo próximo de uma inflação. Qual o fundamento fático para esse reajuste ? Aguardemos as explicações e mais essas conseqüências do foro privilegiado."

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