Ataques terroristas

11/9/2007
Romeu A. L. Prisco

"Segundo os bons dicionários da língua portuguesa, entre as definições do vocábulo 'guerra', duas se destacam: 'conflito armado entre nações' e 'perseguição sanguinária'. Alguém, em sã consciência, pode dizer que o que se passa entre os EUA e o Iraque é uma 'guerra'?! Diante da resposta manifestamente negativa, então, já passou da hora de se tratar esse assunto tal como na realidade ele se apresenta, ou seja, uma autêntica 'perseguição sanguinária', fruto da alienação e do ódio do xerife texano George W. Bush. Outrossim, neste 11 de setembro, rememora-se aquilo que se convencionou denominar de 'ataque terrorista às torres gêmeas do WTC'. Bem diferente, contudo, do 'ataque japonês' à Pearl Harbor, que justificou o ingresso dos EUA na segunda guerra mundial. Tanto quanto houve quem contestasse a veracidade do 'ataque japonês' à Pearl Harbor, com muito mais razão houve quem contestasse a veracidade do 'ataque terrorista' ao WTC. Baseado nesta segunda hipótese, na ocasião daquele fato, produzi um texto, que, com a gentil permissão da Redação deste rotativo, tomo a liberdade de reproduzi-lo abaixo:

'Depois da fatídica data de 11.9.2001, li e vi inúmeros textos, mensagens, comentários e reportagens sobre o infausto acontecimento, 99% deles condenando a atrocidade ocorrida nas torres gêmeas do WTC, de New York. Um, porém, chamou-me particularmente a atenção, pela abordagem inusitada dos fatos, que deu e continua dando o que pensar, de modo a dele se extrair outras ilações, que vão além de um brutal e cruel atentado de inimigos dos EUA. Sem precisar o número certo, dez ou doze árabes entram naquele país, nele permanecem durante um bom tempo organizando e preparando a prática dos atos de terrorismo, inclusive com o aprendizado de pilotagem de aviões comerciais, sem que os eficientíssimos órgãos de segurança locais se tenham dado conta. No dia e hora designados, seqüestram quatro aviões de carreira, sem qualquer resistência por parte dos seus tripulantes. Tais aviões são desviados das suas rotas, entram num espaço aéreo a eles não destinados, sem que os mesmos eficientíssimos órgãos de segurança e também de defesa norte-americanos se tenham dado conta. Tais aviões são arremessados contra seus alvos, porém, curiosamente, só dois deles produzem os efeitos desejados pelos terroristas. Um dos outros dois aviões não atingiu o alvo principal, que era a Casa Branca, sem que se saiba, exatamente, o porquê. O outro atingiu seu alvo, que era o Pentágono, apenas de ‘raspão’. No dia e hora designados, inúmeros cinematografistas e fotógrafos, amadores e profissionais, se encontravam próximos das torres gêmeas, registraram a ocorrência com precisão milimétrica e sangue frio, sem demonstrar, portanto, qualquer surpresa, apresentando imagens nítidas e sem nenhuma distorção. No dia e hora designados, inúmeras pessoas que trabalhavam nas dependências do WTC, sem qualquer justificativa, faltaram ao serviço, o que fez com que o número de vítimas fosse bem menor do que o tamanho do atentado. Onde se quer chegar? Isso foi coisa dos próprios americanos?! Dificílimo de acreditar? Sim, dificílimo de acreditar! Todavia, aqueles que não acreditam, são os mesmos que, até hoje, ainda acreditam que Saddam Hussein possuía depósitos de armas de destruição em massa, de modo a justificar a covarde invasão do Iraque. São os mesmos que acreditam que, quando Donald Rumsfeld, atual Secretário de Defesa dos EUA, apertou a mão do ditador iraquiano, estava apertando a mão de um grande amigo e aliado. São os mesmos que acreditam que, com a invasão do Iraque, os EUA também pretenderam implantar a democracia naquele país e que o petróleo iraquiano não lhes faz a menor falta. São os mesmos que acreditam que Osama Bin Laden é um senhor todo poderoso, que movimenta livremente rios de dinheiro nos cinco continentes, que vive embaixo da terra sendo filmado e fotografado, que se comunica com o seu mundo através de aparelhos de rádio e de telefonia obsoletos, sem que forças armadas americanas, equipadas da mais alta e sofisticada tecnologia, inclusive com satélites, consigam rastreá-lo e localizá-lo. São as mesmas que acreditam que Osama Bin Laden somente era um nacionalista e libertador, quando combateu, com o apoio dos EUA, a ocupação russa no Afeganistão. São os mesmos que acreditam que é mais compensador investir bilhões de dólares em guerras desmotivadas, do que investir alguns milhões desses dólares para matar a fome dos famintos. São os mesmos que acreditam que o grande investidor está mesmo interessado e preocupado em preservar a Amazônia, dita o pulmão do mundo, depois de se recusar a assinar o Protocolo de Kyoto. São os mesmos que acreditam que Rambo é real, que o mundo vai continuar protegido e menos perigoso com a reeleição do xerife George W. Bush e que Papai Noel existe'."

Envie sua Migalha