Renan Calheiros

17/9/2007
Olavo Príncipe Credidio – advogado, OAB 56.299/SP

"Sr. Diretor de Migalhas. Ao ler em Migalhas as mensagens de Aderbal Bacchi Bergo e Alexandre Thiollier, comento-as. Bem! Obviamente a segunda das alternativas satisfaz-me muito mais: democracia! Poderemos nas próximas eleições, porque estamos numa democracia, não votar para os que votaram a favor do Senador, isentando-o de culpa; também não votar para o próprio Senador desculpado, e para os demais senadores e deputados, democraticamente, e até para Presidente, que queiramos sejam ou não sejam eleitos; porém não me conformo que tenhamos  de conviver com os Ministros do Colendo STF, impostos pela política como inatacáveis e não políticos, quando sei que não é bem assim. Não seria caso de repensarmos sobre a segunda opção, pondo os pontos nos is, colocando lá concursados e não políticos, porque data maxima venia ninguém me faz acreditar que não sejam políticos, embora o afirmem. Quiçá até dando ao povo a oportunidade de os elegermos, numa verdadeira democracia. Basta verificar que quem os colocou lá: foram os executivos, por uma excrescência da Constituição, que persiste, relembrando que há mais de trinta anos (1964), aqueles que se dispuseram contra a ditadura, pela democracia, foram expurgados pelos militares: somente três; enquanto os demais deixaram-se lá ficar, como se fossem magistri dixerunt intocáveis, inatacáveis, cometendo, como constatamos, várias  injustiças. Data maxima venia! Atenciosamente"

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