Artigo - Homofobia, a lei 19/9/2007 Dávio Antonio Prado Zarzana Júnior "A discussão jurídica sobre a reprovação ou a aprovação da chamada Lei da Homofobia, conforme levantada pelo ilustre migalheiro Wilson Silveira, remete ao estudo da chamada 'eficácia social' (Migalhas 1.739 – 14/9/07 – "Homofobia" – clique aqui). De fato, a pressão exercida pelos movimentos a favor da referida Lei parece não levar em conta os efeitos de sua aplicação prática, que é importante no mundo do Direito. É por esta razão que todas as argumentações a favor ou contra a referida Lei, ou o que levou o legislador a optar por esta via, devem ser democraticamente apresentadas nos diversos veículos da mídia, para o debate amplo. O filósofo citado por Wilson Silveira, sr. Olavo de Carvalho, lembrou que, na análise das motivações que conduzem à aprovação das Leis, se está esquecendo do papel histórico de Calígula e Mao Tse Tung. Vejamos o que ele diz a respeito da Lei da Homofobia: ‘Os gays encontram talvez menos satisfações no seu tipo peculiar de jogos sexuais do que nos mitos lisonjeiros que cultivam a propósito de sua comunidade. Um desses mitos é o de que são marginalizados e perseguidos. Outro é o da sua superioridade intelectual. Contra a primeira dessas crenças permanece o fato de que alguns dos tiranos mais sanguinários da História foram gays, entre outros Calígula e Mao Tsé-Tung. Aquele mandava capar os jovens bonitos para tomá-los como noivas; este comia à força os guardinhas do Palácio da Paz Celestial, enviando os recalcitrantes à paz celestial propriamente dita. Mas esses casos célebres não são exceções: destacam-se sobre o fundo negro de uma regra quase geral. Na Índia, no século passado, milhares de meninos foram comprados ou roubados de suas famílias e levados à força para servirem em bordéis homossexuais na Inglaterra. Na China aconteceu coisa semelhante. Na Alemanha e na França, clubes e círculos fechados de homossexuais sempre estiveram próximos dos centros de poder e prestígio (veja-se por exemplo o grupo de Stefan George e depois as S.A., guarda pessoal de Hitler, chefiada pelo sinistro Rohm, ele próprio um gay assumido). Alguns países islâmicos, onde a instituição do dote para a noiva dificultava o casamento para os homens pobres, tornaram-se paraísos para os homossexuais europeus ricos, que ali compravam barato os favores de jovens muçulmanos (leiam as memórias de Gide, Si le grain ne meurt). O comércio de meninos, um fato de amplitude universal, mostra o poder opressivo dos homossexuais ao longo da História. Para cada caso de violências cometidas contra homossexuais, pode-se citar outro de violência cometida por homossexuais. A choradeira de minoria oprimida são lágrimas de crocodilo. Ora oprimidos, ora opressores, os homossexuais, nesse ponto, não são melhores que os outros homens ou mulheres. Tudo depende de estarem fora do poder ou dentro dele. Pior ainda: não se encontrará nas filieras gays um único santo, místico ou homem espiritual de elevada estatura. Iguais aos outros no mal, os gays têm escassa folha de serviços na prática do bem. Quanto à idéia da superioridade intelectual, sustenta-se num equívoco brutal: a lista das celebridades gays incumbida de prová-la é falsa. Baseia-se num critério viciado por incurável elasticidade: a prática heterossexual, ainda que comprovada e duradoura, não é aceita como prova que uma criatura seja hetero; o mais leve indício, mesmo conjetural, de experiências homossexuais basta para classificá-la como gay. Lord Byron, que transou com duas centenas de mulheres e meia dúzia de rapazes, é gay, tanto quanto André Gide, que fez o mesmo com meia centena de rapazes e uma mulher. O homossexualismo episódico é prova de homossexualismo; o heterossexualismo só vale como prova quando exclusivo. A falácia é patente. Para piorar, a simples ausência de provas de casos amorosos com o sexo oposto é tida como fortíssimo indício de propensão gay, mas a ausência de provas de uma relação gay não é prova de nada. Dito de outro modo: todo mundo é gay até prova irrefutável em contrário. Mas a prova da heterossexualidade é impossível: o máximo que se admite é a ausência de provas de homossexualismo. O desejo homossexual, num hetero praticante, faz dele um homossexual; o desejo heterossexual, num homo, também faz dele um homossexual, apenas com propensão bi. A total ilogicidade desses pressupostos não pode passar despercebida aos próprios gays. Sua argumentação é, em suma, totalmente desonesta'." Envie sua Migalha