Faculdades de Direito

18/9/2007
Olavo Príncipe Credidio – advogado, OAB 56.299/SP

"Sr. Diretor de Migalhas. Leio data venia com desconfiança o que se vê abaixo, em Migalhas (1.741 – 18/9/07)

'Ranking - OAB

 

A Folha de S. Paulo divulga um ranking com as cinco faculdades paulistas que mais aprovaram no Exame da Ordem este ano, somando-se as duas provas realizadas : USP (75%), PUC/SP (68%), Facamp (61%), Unesp (60%) e Mackenzie (59%).'

Por quê? Se realmente aquelas Faculdades citadas fossem o que dizem ser, todas estariam com 100% de aprovação de seus alunos. Então, mais uma vez, o problema, para mim, é dos alunos, de sua eficiência, não das Faculdades. Por que nenhuma atingiu 100%? Se fossem as melhores, elas atingiriam 100% de aprovações. Antigamente, a OAB dispunha aluno por aluno e Faculdade por Faculdade nos jornais. Quando prestei em 1969/70,eu fizera outra Faculdade, a Braz Cubas de Mogi das Cruzes. Eu ingressei na OAB, e muitas daquelas Faculdades citadas não passaram, por quê? Falha de minha Faculdade? Por que então eu passei? Bem que eu fizera um cursinho posteriormente, de 6 meses, de Direito Penal, para aperfeiçoar-me, com o excelente Professor Dr. Laerte Torrens, mas  fizera um excelente curso de Direito Penal na Braz Cubas, com o Professor Dr. Euclides Ferreira da Silva Junior, que era também, então, Promotor de Justiça. Mas não foi só. Eu fizera também excelente curso nas demais matérias de Direito, com os Doutores Amador Paes de Almeida, Juiz do Trabalho (Processual do Trabalho);   Eduardo Augusto Malta Moreira, (Constitucional); Francisco Jacinto Pereira Filho (Economia); Oswaldo da Silva Rico, que era Juiz de Direito e fora meu colega no Cursinho Castellões, décadas atrás, quando ingressei em Letras Clássicas, na PUC,  e ele ingressou no Mackenzie (Processo Civil); Dra. Maria Grimberg (Sociologia); Nello Andreotti Netto (Direito Romano); Paulo Marcondes Carvalho (Direito Civil); Ricardo Augusto de Azevedo Arouca (Trabalho); Wilmes Roberto Gonçalves Teixeira (Medicina Legal, o que atuou no famoso Caso Mengele). Antes de Direito, eu fizera Letras Clássicas, formando-me em 1961: Língua Portuguesa, Latina e Grego, onde tive excelentes Professores também: e principalmente, eu estudava: eis a questão. Em Língua grega tão somente 8 (oito) foram aprovados, dos 40 alunos que éramos, para mostrar que quem não estudava ficava no caminho. Na Braz Cubas, quem não ingressou na OAB, se não ingressou, foi porque não estudou, porque condições os Professores deram. Logo, se procurarem falhas não procurem em Faculdades, procurem nos alunos. Sei que há faculdades que, talvez, costumem dar 3ª. época, para os reprovados em 2ª. época. Quiçá aí esteja uma das falhas. Isto sucedeu comigo, quando professor, no 2º grau, que, tendo reprovado alunos, no ano subseqüente, encontrei-os estranhamente, no ano seguinte, como se tivessem sido aprovados, e eles disseram-me que o Diretor (não vou dizer nome, porque já é falecido) com sua filha, fizeram 3ª. época, e nem me convocaram, porque mesmo eu não aceitaria participar do engodo. Atenciosamente"

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