Caso Richthofen 27/9/2007 Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL "Quem não se lembra de Suzane Richthofen e dos irmãos Cravinhos? É, são aqueles que mataram a pauladas o casal Richthofen, pais de Suzane, com o concurso dela, durante o sono, na casa deles, por motivo torpe. Pegaram quase 40 anos de cadeia. Vivem pedindo Habeas Corpus, felizmente negados, sempre. E vivem, também, ajuizando ações de dano moral, pretendendo fazer um pé de meia para quando, com a leniência das Leis Penais, com as sucessivas progressões de regime, voltarem, ressocializados, ao seio da sociedade. Há pouco tempo, processaram a Globo, por exibir, sem autorização, suas vozes. Também há pouco tempo, processaram a revista IstoÉ e, de quebra, o psiquiatra Içami Tiba, por chamá-los de delinqüentes. Vem processando, e perdendo, sempre. Agora, é a vez de Suzane, em um novo processo, contra o Estado, por danos morais e materiais. Imaginem que um dia, na cadeia que habitava, no Carandiru, em 2004, ela teria sido obrigada a dar uma entrevista, o que a molestou profundamente. E mais, naquela cadeia houve uma rebelião e, como relata a petição, 'mesmo escondida, ficou ouvindo palavras de ordem e ameaças contra sua vida. Ficou 22 horas sob intensa violência, pressão psicológica, sofrimento, angústia e terror em plena escuridão, agachada, de cócoras, até o término da rebelião, às 10:30 do dia seguinte'. Convenhamos que, apesar de tudo, teve destino melhor que seus pais, assassinados à noite, em plena escuridão, sequer podendo, no dia seguinte, e nem nunca mais, acordar e viver o resto da vida. O que, talvez, tenha sido melhor do que ver que a própria filha estava envolvida com os irmãos Cravinhos na empreitada que visava tirar-lhes a vida a pauladas e que, agora, ajuíza ações visando, também, receber a herança a que se julga com direito. Mas, com 40 anos por cumprir, e com a liberdade à vista, melhor mesmo é ir pensando em criar um pé-de-meia para os dias futuros." Envie sua Migalha