Migalheiros

1/10/2007
Luiz Domingos de Luna

"Reflexo da fé

 

I

 

A inteligência consome o meu espírito

Para tudo tenho uma explicação

Sou resultado de uma evolução

Assim, sou finito ou infinito?

 

II

 

Construo a grandeza artificial,

Por isto sou grande e efervescente

Mas de manhã quando olho o nascente

Vejo algo mais perfeito e natural

 

III

 

O que faço vejo sem igual,

Pois ao instinto, digo - inteligência.

Ao ser humano isto é essência?

Irracional tendo, a minha é especial.

 

IV

 

Sou pequena matéria atrevida

Que vive no 'minúsco' habitado

O agrupamento da soma e resultado

Sou o 'aqui' da minha e tua vida

 

V

 

Mas se o ar que faço não respiro

Onde está minha potência e grandeza

É destruir a natureza?

Sim, - mas... A admirá-la, me admiro.

 

VI

 

Sendo ou não religioso

O Ar de inferioridade me domina

A beleza natural que me fascina

O Infinito deslumbrante e misterioso..."

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