Lei da Homofobia

8/10/2007
Romeu A. L. Prisco

"Trecho extraído de mensagem do migalheiro Vecchiatti (Migalhas dos leitores – "Homofobia" – clique aqui): 'Mencionei os assédios citados pelo migalheiro Prisco a mulheres com quem convivo e elas acharam lamentáveis os comentários, pois não gostam de ser 'cantadas' na rua por pessoas que não conhecem...' (sic). De fato, meu nobre, as mulheres não gostam de ser cantadas na rua por 'pessoas' (o que deve incluir não só os homens, como também outras mulheres, ditas lésbicas) que não conhecem. Exatamente por este motivo é que, nos meus áureos tempos de 'conquistador', sempre iniciava as minhas cantadas com a seguinte proposição: 'permite que me apresente?'. No mais, caro Vecchiatti, daqueles tempos ficou, para mim, uma grande lição, que penso ser válida até os dias de hoje: o que as mulheres não gostam mesmo, é de ser cantadas na rua pelo homem errado, muito embora, atualmente, em matéria de ousadia, elas nada fiquem a dever ao sexo oposto. Palavra de um ex-machista, casado há 37 anos com a primeira e única mulher, que a elas, representantes do antigo sexo frágil, dedicou o seguinte poema de sua autoria:

 

Mulheres

 

Confesso que amei todas as mulheres

Desde a minha santa e devotada mãe

De quem sorvi o leite da vida

Até a mais ímpia e devassa prostituta

De quem sorvi o néctar do prazer.

 

A primeira no azul berço me embalou

Com todo o carinho maternal

A segunda no rubro leito me realizou

Com toda a fúria carnal.

 

Nada seria sem as mulheres

Se do ventre de uma não tivesse saído

Para que o mundo pudesse me conhecer

Se no ventre de outra não tivesse penetrado

Para que o mundo eu pudesse conhecer."

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