Lei da Homofobia 16/10/2007 Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL "Migalheiro Vecchiatti, em uma segunda resposta a um comentário anterior do colega migalheiro Tiago Zapater, eu trouxe às páginas de Migalhas o Manifesto Gay de Michael Swift (Migalhas dos leitores – "Lei da Homofobia" – clique aqui). Não obstante a matéria não se dirigisse ao migalheiro Vecchiatti, mas a Zapater, o migalheiro Vecchiatti, não se conteve e pretendeu também responder a esse comentário, que sequer pedia o pronunciamento do real destinatário. E, ao fazê-lo, realmente se deu mal. É que, não obstante declarar que não conhecia o texto de Michael Swift, prontamente se transformou em um expert interpretativo, e nos brindou com o magnífico esclarecimento: 'Migalheiro Wilson Silveira: o trecho que o Dr. trouxe (que não conhecia) evidentemente configura uma sátira sobre a situação vivida por homossexuais, ao passo que seu autor trocou homossexuais e heterossexuais de papéis. Trata-se de uma técnica para aqueles que fazem parte do grupo opressor. Vejam como esse grupo trata o grupo oprimido em geral'. Pois se danou, migalheiro Vecchiatti, pois não é nada disso e nem é possível saber de onde o migalheiro tirou essa fantasiosa explicação. Não sei se o migalheiro teve dificuldade com o idioma. Se foi esse o caso, (clique aqui) para ler o mesmo texto em espanhol e poderá ver que sua explicação é absolutamente absurda, essa de troca de papéis, que não cabe, por exemplo, ao dizer 'nós daremos ao teu homem prazeres que ele nunca conheceu, porque só um homem sabe como de verdade dar prazer a outro homem', o que compreenderá o migalheiro, não é coisa de hetero. E, também aquela parte que diz que todas as leis proíbem a atividade homossexual serão revogadas, não faz qualquer sentido trocar homossexual por heterossexual. Foi uma explicação apressada do migalheiro, apressada e equivocada, como, aliás, muitas das ligeiras manifestações anteriores do migalheiro, ávido para falar compulsivamente sobre tudo, mesmo sobre o que não conhece. A explicação, caro migalheiro, dada pelo próprio autor do The Gay Manifesto, é que: 'This essay is an outré, madnes, a tragic, cruel fantasy, an eruption of inner rage, on how the opressed desperately dream of being the opressor'. Nada de trocar os papéis, portanto. Uma loucura, uma trágica fantasia sim, mas uma erupção de raiva interior, de como o oprimido sonha, desesperadamente converter-se no opressor. Aliás, migalheiro Vecchiatti, não lhe parece bastante emblemático que o lobby gay busque, desesperadamente, esconder esse manifesto ? Tanto que sequer você encontrará uma versão em português dele, o que seria bem útil, se o motivo de ter sido escrito fosse o que sua explicação procurou esclarecer, aquela história da técnica literária etc., etc. Esse 'equívoco' de interpretação de sua parte, que se soma a uma série de outros, que não são obliterados pela verbosidade caudalosa e incansável de que é capaz, põe às claras a evidente sem razão de seus argumentos, que não se sustentam, apesar de aparentemente, apenas aparentemente, razoáveis." Envie sua Migalha