Senado 17/10/2007 João Bosco Alexandrino "Embora Migalhas não usa muito publicar opiniões de leitores desconhecidos, não resisti à tentação de responder ao pedido de notícias do Sarney (Migalhas 1.757 – 10/10/07 – "Preocupações migalheiras"). O Sarney, essa praga oligárquica da República, está onde sempre esteve: de espreita na sombra da História. Ele sabe, melhor do que nos outros, que representa o mal maior que infestou o Brasil desde o ano de l985, quando do endeusamento do Tancredo, essa outra figura impoluta, da qual ninguém conhece nada que tenha feito para esse País, senão ter sido Ministro da Justiça de Getúlio Vargas, em 1954. E sem, nada ter feito - esse Ministro da Justiça da época - para tirar o Brasil da crise institucional de então. A não ser ter saído ileso do mal contado suicídio presidencial. Ora, o Sarney! Onde estava o Sarney, durante a 'Crise Renan Calheiros' ? Na sombra. Na sombra e tecendo. Tecendo a rede de proteção do Presidente do Congresso Nacional. Quem conhece a História da República sabe que Sarney é uma figura sombria e cavernosa. E que não dá ponto sem nó. Em todos os momentos da História do Brasil, a partir de l950, o Sarney esteve, sempre e sempre, do lado do Poder. Perguntem ao Vitorino Freire. Coligou com o Renan Calheiros - este que, dele, do Sarney se tornou um ventríloquo - para apoiar o PT. Agora que a coisa ficou feia para o Renan, ele fez o que sempre fez com todos os outros - inclusive com o Figueiredo e com o Maluf, quando apoiou o Tancredo: tirou o corpo fora. O Renan, dançou. Mas o Sarney e a Roseana ficaram bem na foto e na fita com o Lula e com o PT. Querem mais ? Procurem na História da República, desde o ano de l965 - outubro - quando esse José Ribamar, vulgo José Sarney, se elegeu, num prurido da História, Governador do Maranhão: de deputado da UDN bossa nova, a instrumento civil do Regime Militar. Inclusive para se colocar contra a Emenda Constitucional das 'Diretas Já'. Ele e o Tancredo Neves. O Sarney está, pois, onde sempre esteve: nos cantinhos sombrios da História da República. Espero ter respondido à impertinente pergunta." Envie sua Migalha