Lei da Homofobia 19/10/2007 Paulo Roberto Iotti Vecchiatti - OAB/SP 242.668 "Continuo Wilson Silveira: (iv) quer dizer que só porque a maioria discorda do que tenho dito isso tornaria automaticamente incorretas minhas colocações?! Bem, por esse descabido raciocínio então o migalheiro aparentemente deve pensar que foi correta a perseguição de Galileu por ele ter dito o 'absurdo' (!?) da Terra ser redonda, já que a maioria da população pensava que nosso planeta seria quadrado; deve ainda pensar aparentemente que a escravidão seria algo correto até fins do século XIX, já que a maioria da população livre da época a aceitava (abolicionistas eram minorias) – aliás, deve também pensar que a opinião dos negros da época seria irrelevante ante a 'paixão' deles pelo tema... Ainda por esse descabido raciocínio, o migalheiro aparentemente deve pensar que o verdadeiro aprisionamento que a mulher sofria no Brasil até meados do século XX (primeiro prisioneira dos mandos despóticos do pai, depois dos mandos despóticos do marido) também devia estar certa, já que a maioria da população até aquele período pensava que isso seria 'normal', 'moral', 'correto'... Por favor, Wilson Silveira, você é capaz de argumentos melhores. O que importa é a qualidade dos argumentos, não a quantidade de pessoas que com eles concordam (pelo menos em debates nos quais a opinião técnica, verdadeira e não o despotismo da maioria deve prevalecer). Faço uma advertência ante a verdadeira falta de boa vontade que tem ocorrido na leitura de minhas colocações: é evidente que não estou querendo desmerecer o argumento de vocês com essa afirmação, apenas estou deixando claro que um leitor não se deve deixar influenciar em nada pelo fato de que a maioria pensa desta ou daquela forma, pois o fato da maioria pensar de uma forma ou de outra não torna esse posicionamento correto, como os exemplos históricos que trouxe comprovam. Respondida integralmente, assim, sua quarta manifestação. (v) suas colocações sobre minhas ponderações sobre o trecho de Michael Swift demonstra inequivocamente a falta de boa vontade na leitura de minhas colocações... Primeiro, meu inglês é fluente migalheiro, não tive problema nenhum em entender o texto nem o trecho que você destacou agora. Segundo, explicando o óbvio: eu realmente disse que o autor visou trocar homossexuais e heterossexuais de papéis. Quanto ao trecho que você acaba de destacar ('nós daremos ao teu homem prazeres que ele nunca conheceu, porque só um homem sabe como de verdade dar prazer a outro homem'), mencionando que isso não é coisa de hétero (como não é), evidentemente faltou bom senso na colocação. Afinal, tivesse um mínimo de boa vontade, perceberia que esse trecho pode ser lido como uma crítica à estupidez de considerar que homossexuais (especialmente lésbicas) assim o seriam por nunca terem encontrado 'o homem ideal' (no caso de lésbicas) ou 'a mulher ideal' (no caso de gays), como estupros ocorridos contra lésbicas por esse fundamento comprovam. Ou seja, a crítica do texto foi ao desmerecimento do caráter genuíno ao amor homoafetivo ao desmerecer o amor heteroafetivo (das mulheres, no caso) no lugar daquele. No mais, meu comentário foi à idéia geral do texto, não fiz a ele um comentário pontual por considerá-lo desnecessário. Assim, eu não me 'danei' ao contrário de seu extremamente deselegante comentário nesse sentido. E eu não neguei que seria também uma manifestação de 'raiva interior' (inner rage) constante em homossexuais pelas históricas e arbitrárias perseguições que sofrem. E se alguém tenta esconder esse texto isso é irrelevante. Novamente, não é porque um pensa assim que todos pensariam, como deveria ser óbvio. No mais, a grande quantidade de argumentos de minha parte é sempre de conteúdo, enfrentando todos os argumentos apresentados com razões e contra-razões. Só não vê isso quem não quer." Envie sua Migalha