Paulo Autran

18/10/2007
Ontõe Gago - Ipu/CE

"A Paulo Autran

Não sei o que 'tou' sentindo,
saudade, pena ou revolta,
queria ter língua solta de verbo vaidoso e lindo
que fosse jorrando ou vindo.
Dançasse e ficasse quieto de curvas verbais,
ou reto de som assim agudo ou grave,
com retumbância ou suave
de luto de branco ou preto.
Que feche o sepulcro ou cave,
que alçasse vôo numa nave
e fosse pro céu direto."

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