Língua portuguesa 5/11/2007 Olavo Príncipe Credidio – advogado, OAB 56.299/SP "Sr. Diretor de Migalhas. Hoje, tentando verter para o latim meu poema. Ah! Quem me dera ser uma andorinha! Raciocinei: como os povos são preguiçosos, ao analisar a mudança que pretendem fazer os gramáticos na língua portuguesa, e eles os ajudam. Lembrando do que disse o Prof. Napoleão Mendes de Almeida, em sua Gramática latina, que, na Europa, estudam o latim para aprender a raciocinar, verificando a gramática latina do Padre Ravizza, vi as declinações latinas e gregas, sendo que ele explica que a gramática grega adota a latina, quando se tratam de advérbios (ablativo) que não existia no grego. Em suma, os latinos e gregos, ao falarem, aplicavam as palavras nos casos gramaticais, isto é sujeito (nominativo), vocativo, acusativo, genitivo, dativo e ablativo, isto é, eram obrigados a raciocinar gramaticalmente. Os povos foram desestruturando a linguagem, tornando-a mais fácil; mas, quanto mais fácil, pior, menor raciocínio e os gramáticos ajudam-no, eliminando sinais, corrompendo a pronúncia etc. etc. Certa vez, ouvi de alunos, que os cariocas eram pernósticos; como eu sou carioca, quis saber o porquê. Responderam-me que era porque diziam, por exemplo, chia, em vez de dia; chichia, em vez de titia. Lembrei-os então de giorno, em italiano; jour em francês, ambas advêm de diurno, latino; e não se trata de ser pernóstico, é pura preguiça, é muito mais fácil falar numa gutural do que numa dental; e muito mais fácil transformar uma palavra em caso sintático, por exemplo, num advérbio, usando preposições do que raciocinar para pronunciá-la, com terminações; ou mais fácil colocar um artigo, que não existia em latim, embora existissem no grego 3 (três) artigos, conforme as declinações, para falar no acusativo, ou preposição; para falar num dativo. Bem, os povos evoluem ou retrocedem, conforme os problemas. Ainda bem que progridem na Ciência, e data venia persistem nas religiões. Atenciosamente" Envie sua Migalha