Iraque

7/1/2008
Conrado de Paulo

"O porquê dos EUA invadirem o Iraque, num breve resumo do que se lê na mídia. Estima-se que a reserva do petróleo iraquiano vale hoje US$ 30 trilhões (uns 300 bilhões de barris). Já decidido: os EUA manterão bases militares permanentes lá. Com a desculpa de coibir o conflito civil - de que foram co-autores, estimulando etnias contra etnias – o grande irmão pretende manter lá, no mínimo, uns 35 mil soldados, entre força imperial e mercenários de aluguel. Mesmo os candidatos democratas (à sucessão de Bush) - Hillary e Obama - já avisaram que, se eleitos, não pretendem retirar-se do Iraque antes de 2013. Contudo a China ter nas mãos US$ 1 trilhão da dívida americana, o acesso à energia é a principal limitação ao crescimento chinês, que, com o controle dos EUA da maior parte do petróleo do planeta, ficaria à mercê de Washington. Assim a ameaça chinesa seria neutralizada; isso explica a 'condescendência' dos norte-americanos para com a China. Os EUA nunca pretenderam criar um governo forte e democrático, num Iraque efetivamente protegido por uma polícia e um exército próprios, para depois saírem do Iraque. A estratégia de Bush mira unicamente o petróleo. O custo (irrisório) para os EUA, desse ‘investimento’ todo não passa de alguns bilhões de dólares por mês, e algumas centenas de 'patriotas' mortos. Se comparados com o açambarcamento de US$ 30 trilhões, vira fumaça. Portanto: a invasão do Iraque não foi um fiasco. É uma estratégia meticulosamente planejada, com sucesso garantido, a médio prazo."

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