Brizola

23/6/2004
Cleanto Farina Weidlich, advogado Carazinho/RS

"Muitas histórias vão contar, mas essa tenho gravada, em homenagem ao nosso bom brasileiro e conterrâneo mais ilustre, envio: Conta o historiador, que o nosso carazinhense, nascido na localidade de Cruzinha, então pertencente ao povoado de São Bento, hoje 1º Distrito de Carazinho, conhecido no Brasil e no mundo por Brizola, enquanto Secretário de Viação e Obras Públicas, no Governo de Ernesto Dornelles, no Rio Grande do Sul, projetou a ponte sobre o Rio Guaíba, e batendo às portas do Governo do Rio Grande, foi logo desestimulado, por não haverem recursos. Inconformado, foi ao Rio de Janeiro, para pedir o auxílio da União, falando com Getúlio Vargas, a resposta foi a mesma "nada podemos fazer", não temos dinheiro. Duplamente inconformado, visualizou falar com o Presidente Charles De Gaulle, na França, e, a bordo de um avião "super-costelation", atravessou o Atlântico, e convenceu o nobre representante da nação que foi berço da bandeira do imortal símbolo triangular nascida no Iluminismo, a financiar a obra, com resgate da dívida pelo nosso estado, a longo prazo, diz o nosso historiador, que foram 40 ou 50 anos. E acrescenta, essa obra foi um marco na história do nosso estado, pois a nossa topografia, era como um queijo dividido ao meio, não havendo ligação possível por terra do norte (da região dos grandes lagos da bacia do rio Guaíba) com o sul, e essa ponte, aposentou as barcaças (que eram balsas de guerra de desembarque na França, sendo que o embarque era feito pela popa e o desembarque na proa), que na época emperravam a unificação do estado, o seu desenvolvimento e progresso."

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