Anencefalia diante dos tribunais

23/7/2004
Patricia Pasztor Baranov

"Ter um filho é a maior dádiva divina. Desde a sua concepção, aquele ser que se encontra dentro da mãe já tem vida, tem alma, já tem um propósito de vida designado por Deus. Sente todos os afagos da mãe, entende tudo que acontece fora do seu mundo, já comprovado cientificamente. O homem não é capaz de determinar a vida de alguém, mesmo se este alguém for um nascituro portador de anencefalia. Quem pode provar que aquele feto não sente nada, nem o amor que seus pais o transmitem? Quem é capaz de saber se este não é o seu destino, ser concebido, gerado, ser amado e partir? Só Deus é capaz de determinar a vida de um ser humano. Adorei o artigo do Ilustre Yves Gandra Martins, como me emocionei com as palavras de Wagner Cardeal Oganauskas, de Cláudia Wagner de Lima Dias e do Des. José Lisboa da Gama Malcher, todos me pareceram verdadeiramente humanos. Posso falar sobre filhos serem uma dádiva, pois aos 35 anos, tenho quatro filhos, advogo, faço pós-graduação em Direito Tributário, faço ginástica, pinto quadros, organizo uma casa e cuido muito bem da minha prole e do meu marido. Alguns perguntam como consigo? Respondo toda orgulhosa: Consigo fazer tudo que quero porque sou feliz. Deus me agraciou com quatro seres maravilhosos que só me dão alegria, me rejuvenescem e me dão motivos para continuar a viver e a lutar, por mim e por eles, sem contar, é claro com meu marido, que sem ele, nada disso seria possível."

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