Gramatigalhas 31/7/2008 Olavo Príncipe Credidio – advogado, OAB 56.299/SP "Sr. diretor, li as considerações sobre "Cediço e sediço" (Migalhas 1.950 - 30/7/08 - clique aqui); e como lexicógrafo (dicionarista) não me contentei sobre o que foi explicado e fui aos dicionários de português, latim e etimologia. Pelas explicações, havia entendido então que cediço nada teria a ver com sediço; mas, para esclarecer melhor, fui ao Diccionario Contemporaneo da Língua Portugueza de Caldas Aulete (editado pelos idos de 1910) e encontrei nele sediço, do latim sedere, logo o vocábulo existia, mas nele não encontrei cediço, que como adjetivo pretende-se hoje que signifique a mesma coisa, que seja sinônimo. Fui ao verbo sedere (sedeo, es, sedi, sessum, sedere = (intransitivo e transitivo) que dera origem a sediço, no Dicionário acima; e realmente encontrei a razão da tradução. Não há dúvida de que sediço deveria, pela etimologia, constar no lugar de cediço, logo o Dicionário citado pelo migalheiro não estava errado; assim como o professor que citou a palavra, que o fizeram baseando-se na etimologia, pelo visto desprezada pelos que cultuam a língua em nosso meio (diga-se de passagem, o que sói acontecer normalmente, com tantas outras palavras). Atenciosamente," Envie sua Migalha