Democracia 18/8/2008 Olavo Príncipe Credidio – advogado, OAB 56.299/SP "Sr. diretor, fico analisando qual é o grande mal deste País, e chego a uma única conclusão: a política, os políticos. Infelizmente não sabemos como nos orientar quando votamos. Escolhemos por partidos, por preferência pessoal, por propaganda; mas ninguém analisa, ao escolher, aquele que está escolhendo. Quase sempre, ele, o político, é quem se propõe e caímos no engodo, na cilada. Examinemos nossos homens públicos: há dentre eles advogados, médicos, engenheiros, etc. etc. e também sem profissão nenhuma; mas político; mas todos políticos. É só rememorar: aqueles que se dizem com profissão definida, aos a sair de executivo, de parlamentar, com o término de seu mandato vai trabalhar na sua profissão, ganhar o pão nosso de cada dia, nelas? Não! Tentam ser permanentemente políticos e quando o foram criaram leis que os beneficiam, ao saírem. Li, nestes dias, a mensagem de um migalheiro dizendo da mordomia dos ex-presidentes, dos executivos: Fernando Henrique, Itamar, Sarney... Sabemos dos demais? Quanto ganha um ex-deputado depois que deixou a Câmara, um Senador, idem, enfim todos eles ficam mamando nas tetas do País, dos estados, das prefeituras. Logo o ideal é ser político, por isso eles querem sempre voltar. Há interesse do povo nisso? Claro que não! Pois Só beneficiam aqueles que os acompanham, os cupinchas, os mais próximos. Certo que criam alguns benefícios, principalmente para se manterem no poder, para que o povão os reeleja: aí vemos casas populares, bolsa alimentar etc. etc. e o povão esquece os malefícios, os impostos, o custo de vida, as dificuldades. Bem, na verdade o povo não tem memória, se tivesse não votaria para aqueles que dizem que são ladrões; mas realizam; mesmo porque os processos se eternizam, são processados, mas dificilmente condenados, por ineficácia do judiciário. A lei, ora a lei, lá dizia Getúlio. Para um processo eleitoral ser justo o povo deveria escolhê-los, aqueles que não são políticos e até nem querem sê-lo; mas nunca chegaremos lá, infelizmente; e a democracia transformou-se nesta farsa que vemos. Atenciosamente," Envie sua Migalha