Artio - Era uma vez o Estágio... 21/8/2008 João Paulo Vergueiro - Oficina Municipal "Ainda que bem intencionados, os argumentos do dr. Homero Costa comprovam o quanto o estágio foi desvirtuado da sua função original: proporcionar a prática dos aprendizados em sala de aula e estimular o aperfeiçoamento dos conhecimentos adquiridos (Migalhas 1.965 - 20/8/08 - "Estágio" - clique aqui). O universitário deve ter tempo de se dedicar aos estudos e a restrição a estágios de mais de seis horas diárias visa garantir isso. Atualmente, fica-se mais tempo no estágio do que na própria faculdade! Como podemos conceber que um acadêmico precise de 8 horas diárias para aprender como funciona o trabalho em um escritório de advocacia? E o tempo para estudar para as mesmas 20 provas semestrais citadas pelo autor? Outra questão é a limitação do período máximo de estágio a 2 anos de contrato. Antes de tudo, se a proposta do estágio é fazer o estudante colocar em prática o que aprende na sala de aula, não há razão de se pensar em estágio para primeiro-anistas. O mesmo é válido para matriculados no segundo ano dos cursos superiores, que em geral têm como estrutura a primeira metade da graduação com aulas conceituais e introdutórias. Além disso, um contrato de estágio de longo prazo, com três, quatro e até cinco anos de duração na mesma empresa não permite ao estudante renovar seus conhecimentos e experiências, e o que deveria servir para aprendizado vira rotina. Isto posto, acredito que a lei aprovada recentemente deva ser sancionada plenamente, pois cumpre sua função essencial que é não somente garantir direitos mínimos ao estagiário, mas também proporcionar que o estágio seja efetivamente um instrumento para formação de profissionais mais preparados," Envie sua Migalha