Fetos anencéfalos 28/8/2008 Dávio Antonio Prado Zarzana Júnior "Outro dia um colega de profissão me disse, sobre as audiências do tema fetos anencéfalos: o Supremo Tribunal Federal poderia poupar o povo brasileiro da esperança que tem quanto à proibição do genocídio de seres humanos, em prosseguimento ao crime contra os embriões, e declarar publicamente - até mesmo para poupar tempo - que é tudo uma encenação, um jogo de cartas marcadas, onde já se sabe o resultado final, sempre contrário à vida humana nas suas fases iniciais. Da mesma forma que não contaram a verdade aos deficientes que foram levados ao STF no julgamento das células-tronco embrionárias, novamente não estão contando a verdade ao povo ignorante do assunto. O diabo gosta de manipular a mídia. Mas quem pensa que Deus está cego, seja Ministro ou não, é somente o orgulhoso que também se esqueceu do preâmbulo da Constituição. Ou o pseudo-jurista que atribui ao artigo 19 da Constituição uma amplitude que jamais esteve na intenção do legislador. Eu não posso concordar com a marcação, ou não, das cartas, como insinuou meu colega. Mas posso, pelo menos, suspeitar de uma Corte onde, diante de um crucifixo, se autoriza a morte de inocentes, em nome do laicismo. Cada dia mais, laicismo e genocídio se tornam sinônimos. Isso é perigoso. Eu já disse antes e repito: o desprezo ao espiritual, em nome do laicismo, vai acompanhar as voltas do mundo, pegando os incrédulos de surpresa, mais cedo ou mais tarde. É como Gandhi dizia: todas as tiranias, mais cedo ou mais tarde, caem por si mesmas." Envie sua Migalha