Escutas telefônicas 2/9/2008 Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL "Perguntar não ofende: quem grampeou os telefones no Supremo Tribunal Federal, quando for preso, deve ser algemado (Migalhas 1.973 - 1/9/08 - "Problemas de cá" - clique aqui)? E, se for algemado, poderá levar, nos bolsos, algum grampo? Pergunto porque, como todos sabem, é possível abrir algemas com grampos, de cabelo é claro. A verdade é que o ministro Gilmar Mendes foi descuidado. O próprio Ministro da Justiça, quando compareceu à OAB, no Rio de Janeiro, no último dia 24, deixou claro que 'não tem jeito. Todo mundo, ao falar ao telefone, tem que tomar cuidado porque pode estar sendo monitorado ou por grampo legal ou ilegal'. A Abin, por exemplo, pratica as duas atividades, ao que parece, pois 'grampeava' o próprio Gilmar Mendes. E a Abin, como se sabe, age sob as ordens de Tarso Genro e, em última análise, do próprio presidente Lula, chefe de Tarso Genro. Migalhas, agora, diz que devemos esperar a demissão do chefe da Abin, e do Ministro da Justiça. Uma imposição, Migalhas afirma, e com razão, já que 'eu não sabia' é, no Brasil, privativo do presidente. 'A privacidade de um delinqüente deve ser invadida sim'. Essa frase é do delegado Paulo Lacerda, quando Diretor Geral da Polícia Federal, justificando 'a defesa dos interesses da sociedade'. Agora na Abin, parece que a lista de 'delinqüentes' se expandiu e incluiu, até, os ministros do Supremo. E os grampos, antes usados só para segurar os cabelos, tornaram-se instrumento de espionagem do Estado contra os cidadãos. Mas, graças ao cidadão-mór, Daniel Dantas, tudo vai voltar ao normal e, dentro em pouco, todos poderemos falar livremente ao telefone, e prender os cabelos com os velhos grampos." Envie sua Migalha