Reserva Raposa do Sol

2/9/2008
Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL

"Há alguns dias, enquanto o Supremo julgava o caso da Reserva Raposa Serra do Sol, a televisão entrevistava, em uma comunidade dentro da reserva, algumas índias casadas com homens brancos, com quem tinham filhos, e que moravam, há muitos anos, dentro da reserva. Todas choravam, principalmente ao saber do primeiro voto, inteiramente a favor dos indígenas e de suas pretensões, perguntando-se o que seria de seus maridos, de suas famílias, já que, com a decisão, se os demais ministros a acompanhassem, os homens brancos deveriam deixar a reserva, dentre eles os seus maridos. E o que seria de seus filhos, perguntavam à entrevistadora? Vendo aquela cena, e a disputa acirrada pelas terras em disputa, quase dois milhões de hectares, que cerca de 19.000 índios pretendem que seja somente deles e que de lá saiam todos os homens brancos, inclusive os arrozeiros (mas que deixem suas indústrias e instalações) e, até o exército nacional, ficando apenas quem seja autorizado (as ONGS estrangeiras, por exemplo), para que possam 'preservar sua cultura', vestindo calças jeans, bebendo bebidas alcoólicas industrializadas, usando drogas, as índias de soutiens e todos exportando madeiras nobres para o primeiro mundo, permitindo a exploração de 'seu' território e de 'suas' riquezas por potências e multinacionais alienígenas, lembrei-me da segunda guerra mundial, mais propriamente dos fatos que antecederam aquele conflito. E, pensei que os índios, sempre assessorados pelo nosso (ou deles ?) Ministro da Justiça (sic), com mentalidade de um verdadeiro justiceiro, Tarso Genro, poderiam aproveitar certas lições do passado e, enquanto a decisão final do Supremo não vem, irem implantando em 'sua' pátria, em 'seu' território, algumas leis já testadas com sucesso.  Todos os brancos, ou que tenham sangue branco deveriam, a partir de uma certa data, andar com uma braçadeira expondo a cores verde/amarelo a demonstrar não pertencerem à reserva. A seguir, outra determinação: proibir a união matrimonial, coabitação e relações sexuais entre índios e brancos, declarando os brancos cidadão de segunda classe (poderia ser chamada 'Lei de defesa do Sangue e da Honra'. Crianças brancas, é claro, devam ser proibidas de freqüentar escolas, assim como todos os brancos proibidos de utilizar quaisquer transportes públicos. E os negócios, essa a parte mais importante: todos os negócios dos homens brancos deveriam ser expropriados, inclusive e principalmente as indústrias arrozeiras e as fazendas produtivas. A criação de um gueto seria aconselhável, para a cobrança de impostos dos homens brancos, antes de enviá-los a campos de trabalhos forçados (idéia das FARC). Já que o Ministro Menezes Direito pediu vista, e ele sabidamente demora muito para ver, vai dar tempo para pensar muita 'legislação' aplicável à situação que se vive lá na nova e poderosa 'nação' que está sendo criada."

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