Escutas telefônicas

17/9/2008
Olavo Príncipe Credidio – advogado, OAB 56.299/SP

"Leio em Migalhas o comentário do dr. Wilson Silveira. E 'data venia' pergunto: havia sinceridade na expressão, da UDN, de Carlos Lacerda? Eu creio que a expressão é válida se houver sinceridade, em caso contrário, não! Vamos nos situar no sr. Carlos Lacerda, que se dizia um ex-comunista. Ele fez de tudo para derrubar Getúlio Vargas, e conseguiu, pelos militares. Conseguiu, mas não levou. Pensou vir a ser presidente e, assim como ele, que também pensou, Adhemar de Barros, foi cassado; foram ambos cassados. Teriam os militares percebido suas verdadeiras intenções? Havia sinceridade naqueles ataques insistentes que acabou com a morte do Major Vaz e afinal de Getúlio? Cada um pense o que quer, eu nunca confiei no sr. Lacerda, na sinceridade de seus propósitos; assim como não confiava na sinceridade do sr. Adhemar de Barros; mas acredito que o preço da liberdade é a eterna vigilância e ai do governante que não acautelar-se. O sr. Juscelino era um arrebatado defensor da democracia; mas não tomou atitudes quando deveria tomá-las; e perdoou adversários, quando não deveria perdoá-los: o caso do Major Veloso e Burnier. Resultado: não foi deposto; mas impedido de subir novamente. Se tomasse decisões severas contra os dois, tenho quase certeza que nem intentona militar haveria. Quanto a Jânio quis dar o golpe, voltar, após a renúncia nos ombros do povo, aliás confessado por ele ao seu próprio neto: seu plano falhou. Atenciosamente,"

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