Jogo de azar

10/10/2008
Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL

"Primeiramente, caro Alexandre de Macedo Marques, agradeço a aula. Não se preocupe, pois não tomei suas palavras como meramente acacianas. Não foram nem triviais e nem ocas e seus ensinamentos representam, talvez, como deveria ser o mercado, mas que, e aqui fico eu a ser acaciano, é verdadeiramente absurdo. Mas, apesar de tudo, os esclarecimentos não foram suficientes para que eu, seja agora em que as ações estão 'na baixa' (teoricamente a hora de comprar), seja no futuro (que a Deus pertence, e não ao Bush), venha a me aventurar nesse tipo de negócio que, continuo a acreditar (uma verdade lapaliciana, creio) só os iniciados ganham. Veja essa crise de agora, em que para cada dólar, no mercado norte-americano, haviam papéis representando 13 dólares. Em cada 'alavancagem', alguém ganhou sua comissão, seu bônus e, no final das contas, há um buraco enorme. O buraco existe, onde ontem não existia, como diriam os versos em homenagem a La Palice, e o dinheiro que o preenchia está em algum lugar. No pocker, que o colega mencionou, quando alguém perde é porque alguém está ganhando, uma verdade pouco pomposa para ser acaciana, mas tão evidente como qualquer outra referente a La Palisse. E esse dinheiro todo foi ficando no caminho, nas mãos dos que agora gritam por socorro, para que seu 'negócio' continue. Não o negócio que o colega descreveu, que pode ser um bom modo de investimento e de reserva de valor para a poupança, mas para o outro 'negócio', que estava subjacente, mas que 'comeu' o legítimo, por assim dizer. Como o colega, não aplico em Bolsa, não só por não acreditar no sistema, mas também por não entendê-lo suficientemente bem para não cair no 'conto do vigário'. Por isso, prefiro a explanação dada em um vídeo que está um pouco acima, no comentário 'Crise financeira', que trata do que o colega chamou de 'mandrakarias financeiras', das quais o pequeno investidor jamais escapa."

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