Crise financeira

14/10/2008
Marc Th. Jacob

"(Migalhas 2.003 - 13/10/08 - "Votorantim") Sr. redator, quando se vê gente do calibre de uma Votorantim, de uma Aracruz, de uma Sadia, perderem valores que se igualam ao da montagem de uma unidade industrial, não podemos deixar de procurar imaginar como tal coisa inusitada em empresa tão bem suprida de especialistas poderia acontecer. Ora, ocorre-nos que o jogo do nosso Banco Central era para quem tivesse dinheiro em caixa jogar na certeza de lucros polpudos. O BANCEN só jogava há anos para estabilizar ou baixar a taxa de câmbio - os exportadores que fossem à breca! Quando o desastre americano obrigou os forâneos que aqui se locupletavam das taxas tresloucadas de juros a se desfazerem de suas posições ou acionárias ou de aplicações financeiras para transferirem os recursos para os seus países de origem, o bom BANCEN não pode mais segurar a valorização da moeda americana e evitar a desvalorização do REAL. Aí o jogo de cartas marcadas acabou e os jogadores perderam. Alguns já acusaram haverem perdido mas faltam ainda muitos acusarem o golpe...não podem dizer que tenham cinco vezes mais de caixa do que o que perderam, talvez gerado pela prática continuada do tal jogo que vinha dando certo até que... Estranho que tudo isto, tanto as praticas de derivativos dos Bancos nos países de economias desenvolvidas, como os daqui estejam sendo considerados normais. Cordialmente,"

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