Artigo - Pensão alimentícia: o terço salarial contra as famílias fundadas no amor

17/10/2008
Priscila Rueda Criscuolo Rocha

""(Migalhas 2.006 - 16/10/08 - "Pensão alimentícia 1/3" - clique aqui)  Discordo do posicionamento do dr. Mário Gonçalves Júnior que atribui a grande percentagem de divórcios em nossa sociedade aos valores de pensão alimentícia ainda preponderantes (1/3 dos rendimentos). Evidentemente, olvidou-se de fatores de extrema importância como a banalização do adultério, a falta de comprometimento com a fidelidade conjugal, a promiscuidade de relacionamentos exaltada e propagada pela mídia e socialmente aceita como adequada aos dias de hoje, a facilidade na obtenção do divórcio, o desinteresse e a falta de coragem dos casais em ajustar seus relacionamentos e procurar ajuda com profissionais especializados, o que os faria refletir, certamente, sobre suas próprias imperfeições. Discordo ainda da forma desrespeitosa como se refere às mulheres como maioria nas demandas por pensões alimentícias. Há que se referir inúmeros casos em que, de comum acordo ou até por exigência do marido, a mulher afasta-se do mercado de trabalho para cuidar da prole e depois vê-se abandonada pelo provedor da família, e sem condições de prover sua subsistência nas mesmas condições de quem jamais deixou de trabalhar."

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