Seqüestro no ABC 22/10/2008 Arnaldo Malheiros Filho - escritório Malheiros Filho, Camargo Lima e Rahal - Advogados "Comovedora a atitude da família da menina Eloá que, embora envolvida pela enorme dor dessa tragédia, teve a grandeza de doar seus órgãos para ajudar pessoas desconhecidas que deles necessitavam. Ela faz refletir sobre esse absurdo que é conferir aos herdeiros a propriedade do corpo de uma pessoa falecida, com o direito de determinar que ele egoisticamente apodreça ou vire cinzas, sem fazer o bem a quem precisa. Foi-se o tempo em que cadáver era apenas CArne DAda aos VERmes (do latim caro data vermibus). Hoje ele pode contar a salvação da vida ou da qualidade de vida de seres humanos e ninguém tem o direito de preferir o simples descarte à saúde de outrem. Como não é possível ser proprietário de cadáver, a doação de órgãos deveria ser uma conseqüência natural da morte, independente do que pensem os parentes supérstites." Envie sua Migalha