Hipocrisia 17/11/2008 Olavo Príncipe Credidio – advogado, OAB 56.299/SP "Sr. diretor, ao ler na mídia que um motociclista caiu da moto e faleceu ocorreu-me o termo hipocrisia; e fui reavivá-lo em minha mente, e na enciclopédia. Hipocrisia, diz Antenor Nascentes, do grego (ùpó???s??): desempenho de um papel no teatro, fingimento, dissimulação, e raciocinei: no teatro? E entre nós? Em que se aplica em nossas vidas esse termo. Os motoristas e passageiros dos veículos, são obrigados a colocarem os cintos, para quando houver acidentes, diminuir o risco de ferimentos graves e mesmo mortes. E como permitem as motos, as quais não há meios de prevenção, em que, os motoqueiros têm seus corpos como pára-choques, nada a assegurar-lhes segurança: questões econômicas? Mas isto não é hipocrisia, dissimulação, fingimento? Eu era menino,quando houve uma ocorrência, lembro que um senhor, nosso conhecido, que morava em Santana, o nome da mulher dele, Dona Viena, não me lembro do dele, sofreu acidente com moto, e faleceu. Isto pelos idos de 1930/40. Quantos não têm morrido ou ficado aleijados com as motocicletas. Uma amiga de um de meus filhos uma linda menina faleceu, um vizinho nosso, um rapaz excelente, em Pinheiros faleceu. Não vejo estatística de mortes e ferimentos graves em motos; mas sim propaganda para vendê-las. Nas ruas, vemos passarem velozes, a velocidades superiores às permitidas, e pior, hoje os assassinatos e roubos são cometidos pelos chamados caronas. Quais as providências das autoridades para coibir? Obrigam a usarem capacetes: ótimo, escondem os rostos atrás deles, para não serem identificados, pois não me consta que em acidentes os capacetes sirvam pra algo. Terminando, pelos idos de 1970, ao chegar em casa deparei-me com uma moto no quintal coberta. Perguntei ao meu filho, responsável por ela, ao que se devia, e ele disse-me que um primo havia lhe dado a moto, bastariam alguns cruzeiros para consertá-la. Disse-lhe então que a descobrisse, deixasse apodrecer no local, ou vendesse para um ferro velho, pois, enquanto ele era menor, aquela moto não seria consertada, lembrando-me então o que sucedera ao marido de DNA. Viena. E foi o que aconteceu: foi vendida como ferro velho. Ainda hoje, eu penso da mesma maneira: liberá-la é uma forma hipócrita de conviver com tempos modernos, existem só motivos econômicos para permissões para tudo e até para a segurança, como os cintos, já que liberam motos que não admitem segurança, a não ser o próprio corpo de quem as dirige. Hipocrisia é o termo exato. Atenciosamente," Envie sua Migalha