Migalheiros

19/1/2009
Maria Cecilia Gouvêa Waechter

"Os diplomatas brasileiros de alto escalão nomeados pelo governo atual escrevem (?) e pensam como nosso presidente. O diplomata Antonio Augusto Martins Cesar, em seu artigo de ontem, na Folha de São Paulo, defende a caça iniciando-o com a frase de Maitê Proença, bela e sem talento e cuja cultura geral não me parece que mereça sua citação: 'Se o desorientado Bush caçasse, não teria invadido o Iraque'. Acrescenta o autor que tal frase 'levantou polêmica'. Defende a caça legal por trazer benefícios para economias, populações envolvidas e (pasmem!) meio ambiente! E, citando os valores de alguns animais (um rinoceronte vale US$60 mil), faz uma comparação entre a caça legal e a ilegal, em sua redação pobre para um advogado e diplomata de carreira: 'renegar a atividade como um todo é uma grande besteira'. Sim, 'besteira'! Não vou entrar no mérito de como passou nas provas de português, redação e conhecimentos gerais. Mas defender a matança de animais com o intuito de, abertamente, beneficiar os fazendeiros, é o mesmo que defender a predação geral, num país onde as cotas legais de corte de árvores tornaram-se cortes ilegais e perdemos o que de mais precioso tínhamos: a Amazônia, a Mata Atlântica e as espécies raras, com a falta de fiscalização que todos conhecemos."

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