Polêmica: Aborto de menina de nove anos divide o Brasil 11/3/2009 Dávio Antonio Prado Zarzana Júnior "Em Migalhas o cavalheirismo deve ser mantido, e no tema do aborto da jovem, o migalheiro Wagner Baggio poderia ter sido mais educado em suas colocações. De fato, comparar o Sacramento da Comunhão a um estupro - o que aparentemente passou despercebido pelo querido Diretor - é de um mal gosto indizível, de uma ignorância particular, em suma, o máximo do desrespeito. A Igreja defende os valores maiores do ser humano, sendo o primeiro o direito à vida desde a concepção. É como disse alguém: 'O sr. presidente da República mostra-se escandalizado, chocado, abalado até o fundo de seus sentimentos éticos mais nobres quando a Igreja discorda de sua singela opinião de que para proteger uma criança deve-se matar duas. Se ele fosse ateu, budista ou membro da Seicho-no-Ie, tudo o que os católicos poderiam fazer diante de seu discurso abortista seria resmungar. Mas ao defender o aborto como dever moral ele insiste em enfatizar que o faz 'como cristão e católico', o que o enquadra, sem a mais mínima possibilidade de dúvida, na categoria dos heresiarcas. Heresia, para quem não sabe, não é qualquer doutrina adversa à da Igreja: é falsa doutrina católica vendida como católica - exatamente como o discurso presidencial contra Dom José Cardoso Sobrinho. [...]. A ONU, os partidos de esquerda, a mídia iluminada, os educadores progressistas e uma infinidade de ONGS - as mesmas entidades que promoveram o feminismo, o divórcio, o gayzismo e todos os demais movimentos que destruíram a integridade das famílias - posam hoje como os heróicos defensores das crianças contra o risco permanente de ser estupradas por seus próprios pais. Toda a credibilidade dessas campanhas advém da ocultação sistemática de um dado estatístico inúmeras vezes comprovado: a quase totalidade dos casos de abuso sexual de crianças acontecem em casas de mães solteiras, cujo namorado - ou namorada - é o autor preferencial desse tipo de delitos. [...] Raríssimos casos de abusos de menores acontecem em lares íntegros, com um pai e uma mãe regularmente casados. A presença de um pai é, hoje como sempre, a maior garantia da segurança física para as crianças. Aqueles que removeram esse pai, entregando as crianças à mercê dos amantes de suas mães, são diretamente culpados pela epidemia crescente contra crianças, e são eles mesmos que tiram proveito deles, arrogando-se cada vez mais autoridade para solapar a da família constituída e colocar um número cada vez maior de crianças sob a guarda de assistentes sociais politicamente corretos'. Essa crítica de Olavo de Carvalho é a resposta à infeliz colocação agressiva do nobre migalheiro Wagner Baggio. Some-se a isso a grande hipocrisia de parte da mídia, para quem, na grande verdade, a saúde da menina de 9 anos jamais importou. O que importava era somar antecedentes para a liberalização do assassinato em massa, conhecido hoje como 'problema de saúde pública', assim como em breve poderão ser tratados todos os pacientes com câncer, na mesma linha de pensamento - é melhor matar do que ajudar. Esse é o país hipócrita em que estamos vivendo." Envie sua Migalha