Pinguins

2/4/2009
José Cretella Neto – escritório Cretella Advogados

"Sobre a nota "Help" (Migalhas 2.113 - 31/3/09), tenho a dizer: conversando com os mais clássicos e bem mais doutos do mundo jurídico, obtive a seguinte explicação para tal fato: no passado, nem tão distante, os juízes se vestiam, em regra, com sóbrios ternos pretos (parecendo casacas), camisa impecavelmente branca e de colarinho engomado, gravata também preta. Permaneciam, figurativamente, olhando por sobre o ombro dos Desembargadores, 'baloiçando' a cabeça para ver se enxergavam algo – 'pescoçando', como diriam os mais jovens. Pode-se imaginar a cena: pessoas em pé, vestidas de preto, camisa branca... alguém teve a brilhante idéia de equipará-los aos simpáticos habitantes da gelada Antártida! Daí a figura ímpar do pinguim (sem trema, atualmente) que, diga-se, encontrava-se em uma peculiar situação jurídica: o 'pinguinato', aguardando sua efetivação no quadro de Desembargadores. Se non è vero, è ben trovato, al meno! Um abraço,"

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